(Multimídia) EUA trata China como bode expiatório por falha na resposta doméstica à pandemia, diz estudioso russo

2021-08-11 10:33:25丨portuguese.xinhuanet.com

Bandeiras nacionais dos EUA que representam as 200.000 vidas perdidas por COVID-19 nos Estados Unidos são colocadas no National Mall em Washington, D.C., Estados Unidos, em 22 de setembro de 2020. (Xinhua/Liu Jie)

Moscou, 10 ago (Xinhua) -- Os Estados Unidos devem enfrentar os desafios domésticos causados pela COVID-19, em vez de colocar todos os seus esforços na busca de bodes expiatórios para culpar por seus próprios problemas, de acordo com o diretor-geral do Conselho Russo de Assuntos Internacionais (RIAC, em inglês), Andrey Kortunov.

Em um artigo publicado no site do RIAC, Kortunov argumentou que a investigação liderada pela comunidade de inteligência dos EUA sobre as origens da COVID-19 tem um objetivo final claro de desviar a atenção das falhas de resposta do país à pandemia e lançar a culpa na China.

De acordo com o especialista, a administração dos EUA se esforça para vincular a disseminação da COVID-19 à China, o que é inerentemente errado.

"O épico fracasso dos EUA em lidar com a pandemia, especialmente em comparação com o desempenho indubitavelmente superior da China ... lança uma sombra sobre a capacidade dos EUA de servir como modelo global e como líder global", escreveu Kortunov.

De acordo com o artigo, mesmo com um enorme orçamento de saúde, os Estados Unidos mostraram que estava perigosamente despreparados para combater a pandemia e continua sendo o país com as mais mortes e casos confirmados de COVID-19 no mundo até o momento.

"Em vez de procurar bodes expiatórios no exterior, a administração dos EUA tem que se concentrar em colocar sua casa em ordem", escreveu Kortunov, acrescentando que a pandemia expôs falhas fundamentais enraizadas no sistema de saúde dos EUA.

"Falar mal da China não ajudará a resolver esses problemas, mas estudar cuidadosamente a experiência chinesa no enfrentamento da pandemia e na gestão de seu sistema público de saúde provavelmente irá", concluiu.

Kortunov disse que a liderança no século XXI não deve ser marcada por campanhas de difamação agressivas, mas pela empatia e pela capacidade de aprender com as melhores práticas, que os Estados Unidos ainda não demonstraram.

Os turistas são vistos perto da Casa Branca em Washington, D.C., Estados Unidos, em 26 de julho de 2021. (Xinhua/Liu Jie)

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