Resumo: Brasil se consolidou em 2020 como o país com mais carne bovina e maior exportador mundial do setor

2021-06-02 18:31:55丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 1º jun (Xinhua) -- O Brasil se consolidou em 2020 como o país com o maior rebanho bovino do mundo e maior exportador do setor, possuindo 217 milhões de cabeças que representaram 14,3% do total mundial e embarcando 2,2 milhões de toneladas exportadas (14,4% do total mundial), segundo um estudo divulgado nesta terça-feira pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pertencente ao Ministério da Agricultura.

O estudo elaborado pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire) sobre as exportações do Brasil nas últimas duas décadas revela que o país ganhou posições importantes no mercado internacional, tanto na produção quanto na exportação de vários produtos.

"Quando falamos em rebanho bovino, observamos que o Brasil em 2020 passou a ser o país que possui o maior rebanho do mundo e também o maior exportador", informa o estudo intitulado "O agro no Brasil e no Mundo: uma síntese do período de 2000 a 2020".

Além de liderar a quantidade de rebanho bovino mundial, o Brasil é o terceiro maior produtor de carne do mundo, incluindo a produção de aves e porcos, somando 9,2% do total, ou 29 milhões de toneladas, atrás da China e dos Estados Unidos.

Em quantidade de carnes exportadas (bovina, suína e aves), o Brasil se situou no segundo lugar do mundo, com 7,4 milhões de toneladas, 13,4% do total mundial.

Entre 2000 e 2020, as exportações de carnes brasileiras renderam um valor de 265 bilhões de dólares.

Segundo a Embrapa, o Brasil tinha em 2020 o quarto maior rebanho de galináceos do mundo, com 1,5 bilhão de cabeças, 5,6% do total mundial, e foi o maior exportador mundial de aves, com 4,3 milhões de toneladas (20,9% do total).

Sobre a carne suína, o Brasil terminou o ano passado na terceira posição de maior produtor mundial, com 41 milhões de cabeças (4,4% do mundo).

Em outros produtos, em 2020, o Brasil foi o quarto maior produtor mundial de grãos (arroz, cevada, soja, milho e trigo), superado apenas por China, Estados Unidos e Índia, sendo responsável por 7,8% da produção mundial, com 239 milhões de toneladas das quais 123 milhões exportadas, que o converteram no segundo maior exportador o mundo, com 19% do mercado internacional.

Segundo os autores do estudo, o físico e analista em Ciência de Dados, Adalberto Aragão, e o pesquisador Elísio Contini, nos últimos 20 anos, a exportação atingiu mais de 1,1 bilhão de toneladas, o que representou 12,6% do total exportado mundialmente.

"Os dados mostram a evolução e o posicionamento da produção e comercialização internacional do agro brasileiro. Soja, milho, algodão e carnes são os produtos mais dinâmicos pela crescente demanda externa. A perspectiva é que devem continuar nos próximos anos. Crescimento populacional e elevação da renda no mundo são as forças motrizes da demanda mundial, principalmente na Ásia, destacando-se a China e, em futuro próximo, a Índia", afirma Contini.

Em 2020, o Brasil foi o terceiro maior produtor de frutas do mundo, com 58 milhões de toneladas (5,4% mundial). Entre 2000 e 2020, Brasil exportou frutas no valor de US$ 60 bilhões (US$ 3 bilhões em 2020).

Também foi o maior produtor e exportador mundial de açúcar no ano passado, fabricando um terço do total mundial e exportando 22 milhões de toneladas (30% do mundo), enquanto que, com 3,1 milhões de toneladas de café, foi o maior produtor mundial (30,3%), além de responsável por mais de um quarto (25,5%) das exportações mundiais, ao comercializar 2 milhões de toneladas, seguido pelo Vietnã, com 20,2% e Colômbia, com 10,7%.

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