Brasil volta a superar os 85.000 casos diários e registra mais de 2.000 mortes por COVID-19 pelo terceiro dia seguido
Rio de Janeiro, 12 mar (Xinhua) -- O Brasil registrou 85.663 novos casos de coronavírus (COVID-19) nas últimas 24 horas, segunda maior cifra diária desde o início da pandemia e teve o terceiro dia consecutivo com mais de 2.000 mortes pela doença, segundo o balanço oficial divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde.
O maior número de casos positivos em um dia tinha ocorrido em 7 de janeiro, com 87.843 infectados. Com a cifra de hoje, o total acumulado de casos chegou a 11.363.380 pessoas.
Em relação às mortes causadas pelo vírus, o Ministério da Saúde informou que nas últimas 24 horas foram contabilizados 2.216 novos óbitos, terceiro dia seguido com mais de 2.000 mortes por COVID-19. Com isso, o total desde o início da pandemia no país há um ano está em 275.105 mortos.
Pelos dados da pasta, este é o terceiro dia seguido com mais de 2.000 mortes por COVID-19 em um intervalo de 24 horas.
Segundo o governo, o país sul-americano registra uma média de 131 mortes e 5.407 casos por cada 100.000 habitantes.
As cifras divulgadas nesta sexta-feira confirmam a tendência de alta registrada no país nas últimas semanas e que mantém o Brasil no segundo lugar do mundo com mais mortes e o terceiro em número de infectados.
O grande aumento de casos tem levado a maioria dos estados à beira do colapso sanitário devido ao ingresso de mais pacientes com o vírus nos hospitais que estão com seus leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) com ocupação de praticamente 100%, o que tem provocado a adoção de medidas de restrição e isolamento social mais duras.
Também nesta sexta-feira, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, expressou sua preocupação com a atual situação vivida pelo Brasil.
"A situação é muito preocupante, estamos muito preocupados, não só com o número de casos, como também pelo aumento das mortes", disse Adhanom, ao destacar que os óbitos diários superaram pela primeira vez a marca dos 2.000 esta semana.
"Começando pelo governo, todos os interlocutores devem agir de forma séria", acrescentou o diretor-geral da OMS, alertando que se isso não acontecer, o número de mortes tenderá a aumentar.
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