Chanceler chinês pede que EUA tragam a política sobre China de volta à razão

2021-02-22 16:22:28丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 22 fev (Xinhua) -- O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, pediu que os elaboradores de política dos EUA abandonem os preconceitos, desistam de suspeitas injustificadas e se movam para trazer a política em relação à China de volta à razão para garantir um desenvolvimento saudável e estável das relações bilaterais.

Wang deu as declarações ao proferir um discurso na abertura do Fórum Lanting em Beijing, com o tema "Promover Diálogo e Cooperação e Gerenciar Diferenças: Trazer as Relações China-EUA de Volta ao Caminho Certo".

Há cinquenta anos, o Dr. Henry Kissinger fez a visita quebra-gelo à China e, com extraordinária determinação política, os líderes dos dois países reabriram em conjunto a porta de interação que estava fechada há décadas, lembrou Wang.

No entanto, nos últimos anos, as relações China-EUA se desviaram do curso normal e enfrentaram as maiores dificuldades desde o estabelecimento dos laços diplomáticos, de acordo com o chanceler. A causa principal foi que a administração anterior dos EUA, por suas próprias necessidades políticas, distorceu seriamente o caminho futuro e a política da China e, com essa base, tomou várias medidas para suprimir e conter o país asiático, o que infligiu danos incomensuráveis às relações bilaterais.

"Cinquenta anos depois, devemos, com senso de responsabilidade pelos dois países e pelo mundo, tomar mais uma vez a decisão sensata e certa", apontou ele.

Observando que os presidentes dos dois países fizeram seu primeiro telefonema na véspera do Ano Novo Lunar, Wang assinalou que a chamada telefônica muito importante orientou as relações China-EUA, que vinham com dificuldades para encontrar seu caminho nas encruzilhadas, e enviou as primeiras notícias animadores desta primavera para os dois países e o mundo.

Dizendo que o novo governo dos EUA está revisando e avaliando sua política externa, ele pediu que o lado norte-americano abandone os preconceitos, desista de suspeitas injustificadas e se mova para trazer a política em relação à China de volta à razão para garantir um desenvolvimento saudável e estável das relações bilaterais.

O chanceler afirmou que é importante respeitar-se e não interferir nos assuntos internos de cada um, o que é uma norma básica que rege as relações internacionais. Observando que a China sempre respeitou as escolhas feitas pelo povo americano, Wang destacou que o país não tem intenção de desafiar ou substituir os Estados Unidos e está pronto para ter uma coexistência pacífica e buscar um desenvolvimento comum.

"Esperamos que os Estados Unidos respeitem os interesses centrais, a dignidade nacional e os direitos ao desenvolvimento da China. Exigimos que parem de difamar o Partido Comunista da China e o sistema político do país, parem de fazer conluio ou mesmo de apoiar discursos e ações errados de forças separatistas que buscam a 'independência de Taiwan', e parem de minar a soberania e a segurança da China por meio de assuntos internos relativos a Hong Kong, Xinjiang e Tibet", acrescentou.

Wang enfatizou a importância de intensificar o diálogo e gerenciar adequadamente as diferenças, dizendo que, no momento, ambos os lados devem acompanhar o telefonema entre os dois presidentes na véspera do Ano Novo Lunar, atuar nos interesses fundamentais dos dois povos, assumir uma atitude voltada para o futuro, de mente aberta e inclusiva, além de reativar ou estabelecer mecanismos de diálogo em várias áreas e a vários níveis.

"A China está, como sempre, aberta ao diálogo. Estamos prontos para ter uma comunicação franca com o lado norte-americano e para engajar-nos em um diálogo com objetivo de resolver problemas", segundo Wang.

O diplomata instou esforços para avançar na mesma direção para reiniciar a cooperação mutuamente benéfica, dizendo que, com problemas de instabilidade regional e desafios globais emergindo um após outro, áreas para a cooperação China-EUA estão se expandindo em vez de diminuir, e as perspectivas de interação estão se ampliando em vez de se estreitar.

"Esperamos que o lado norte-americano ajuste suas políticas o mais rápido possível, entre outros, remova tarifas não razoáveis sobre produtos chineses, retire suas sanções unilaterais a empresas chinesas e institutos de pesquisa e educação, e abandone a supressão irracional do progresso tecnológico da China, de modo a criar condições necessárias para a cooperação China-EUA", disse ele, acrescentando que o país está pronto para coordenar políticas e trabalhar com os Estados Unidos nas três áreas de COVID-19, mudança climática e recuperação econômica mundial.

Wang apontou que é importante limpar o caminho para a retomada dos intercâmbios bilaterais em todas as áreas, observando que a China espera que o lado norte-americano aja o mais rápido possível para suspender as restrições a grupos educacionais e culturais chineses, meios de comunicação e instituições para assuntos chineses no exterior em solo norte-americano, remova suas barreiras para que os governos subnacionais e setores sociais dos EUA colaborem com a China e incentive e apoie a retomada dos programas normais de intercâmbio entre universidades e institutos de pesquisa.

"A China está pronta para trabalhar com os Estados Unidos com uma mente aberta para construir um bom ambiente para intercâmbios entre pessoas", acrescentou.

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