Especialistas repreendem New York Times sobre rastreamento de origem de COVID-19 na China

2021-02-16 15:32:49丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 15 fev (Xinhua) -- Profissionais de uma equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS), que concluíram sua missão de rastreamento de origem da COVID-19 na China, denunciaram o The New York Times por uma reportagem controversa, enfatizando que seus colegas foram "seletivamente mal citados" e a história não é verdadeira.

"Esta NÃO foi a minha experiência na missão da OMS. Como líder do grupo de trabalho animal/ambiental, encontrei confiança e abertura dos meus colegas da China. Nós TIVEMOS acesso a novos dados críticos durante todo o tempo. Nós AUMENTAMOS nossa compreensão dos caminhos prováveis de propagação", esclareceu Peter Daszak, membro da equipe da OMS, no Twitter depois de ser citado pelo The New York Times.

O noticiário enganoso acusou cientistas chineses de se recusarem a compartilhar dados importantes sobre os primeiros dias da pandemia COVID-19, citando investigadores independentes da OMS.

A equipe internacional, tendo terminado seu trabalho em Wuhan, na China, foi composta por especialistas da Austrália, Dinamarca, Alemanha, Japão, Holanda, Qatar, Rússia, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Vietnã.

A equipe também inclui especialistas da OMS e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e da Organização Mundial da Saúde Animal.

No relatório, Daszak disse que sua viagem foi emocionalmente desgastante ao entenderem o trauma dos primeiros dias da pandemia.

Thea K. Fischer, epidemiologista dinamarquesa da equipe, também refutou imediatamente a reportagem, que ela acusou de "distorcer intencionalmente" as observações dos entrevistados e lançar "sombras sobre importantes trabalhos científicos".

"Esta NÃO foi a minha experiência nem no lado epidemiológico. CONSTRUÍMOS um bom relacionamento na equipe epidemiológica chinesa/internacional! Permitir discussões acaloradas reflete um profundo nível de engajamento na sala", explicou ela no Twitter.

Ecoando a raiva de Fischer, Daszak tuitou em uma nota de resposta: "Ouça! Ouça! É decepcionante passar tempo com jornalistas explicando as importantes descobertas do nosso exaustivo trabalho de um mês na China, para acabar vendo nossos colegas seletivamente mal citados serem encaixados em uma narrativa que foi prescrita antes do início do trabalho. Que vergonha @New York Times!"

Outros especialistas em saúde também expressaram suas opiniões sobre o incidente, pedindo confiança e respeito mútuos à cooperação internacional na pesquisa de COVID-19.

"A colaboração é sobre confiança e respeito mútuos. Se você não tem isso, ninguém vai compartilhar dados com você. Como cientistas da EID, precisamos urgentemente descartar a porcaria política. Espero que haja boa vontade pessoal duradoura, suficiente para nós procedermos efetivamente..." tuitou Hume Field, um conselheiro científico e político da EcoHealth Alliance em Nova York.

Não houve um grande e amplo aglomerado de COVID-19 dentro ou ao redor de Wuhan nos meses anteriores a dezembro de 2019, disse Peter Ben Embarek, chefe de uma equipe de especialistas da OMS, em uma coletiva de imprensa virtual em Genebra na sexta-feira, dizendo que a missão foi "bem sucedida em muitos aspectos".

Os especialistas ainda continuam procurando respostas sobre este ponto, pois "ainda não há um candidato claro para intermediários ou anfitriões", explicou a virologista Marion Koopmans, membro da equipe, na coletiva de imprensa da OMS, na sexta-feira.

Mais cedo na terça-feira, a equipe internacional apresentou suas descobertas iniciais em uma coletiva de imprensa na China, descartando a hipótese de que o vírus escapou de um laboratório.

A equipe está trabalhando em um relatório resumo, previsto para ser publicado nesta semana, enquanto um relatório final completo será publicado nas próximas semanas, de acordo com Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

O chefe da OMS explicou que a missão alcançou uma melhor compreensão dos primeiros dias da pandemia, e identificou áreas para análise e pesquisa posteriores.

"Sempre dissemos que, essa missão não encontraria todas as respostas, mas adicionou informações importantes que nos aproximam da compreensão das origens do vírus", acrescentou.

O rastreamento da origem da COVID-19 é "uma questão científica complexa envolvendo muitos países e regiões", e deve ser realizada por cientistas globais com colaboração, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, no início da semana passada.

"O governo chinês tem dado forte apoio e assistência para a visita da missão da OMS à China, como parte da cooperação global de estudos de rastreamento de origens", observou ele, enfatizando que a China manterá abertura, transparência, estreita comunicação e cooperação com a OMS.

Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:

Telefone: 0086-10-8805-0795

Email: portuguese@xinhuanet.com

010020071380000000000000011100001397461721