Jovem brasileiro vivencia lockdown no norte da China

2021-01-13 19:02:53丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 13 jan (Xinhua) -- Júlio Cézar Kattah, um jovem brasileiro que está em quarentena em seu dormitório na Universidade Normal de Hebei em Shijiazhuang, Província de Hebei, no norte da China, está organizando bem sua rotina de estudos. Tendo acabado de ingressar no primeiro ano de pós-graduação, ele já começou a preparar sua tese de graduação que será em três anos.

O estudante está na província atualmente mais atingida pela COVID-19 na China, que já registrou 397 casos confirmados até esta terça-feira. Em resposta à epidemia, Shijiazhuang, com uma população de mais de 11 milhões, está realizando um lockdown de sete dias depois de ter concluído os teste de ácido nucleico para todos os cidadãos em apenas três dias.

"A autoquarentena não é um problema sério, tudo vai passar em breve", disse Kattah, usando uma expressão em chinês "meishi" (está tudo bem) para expressar sua tranquilidade e otimismo.

Segundo o estudante, a Universidade Normal de Hebei foi fechada em 6 de janeiro e ele ficou isolado em um quarto individual. Os professores da Faculdade de Intercâmbio Internacional tem ajudado os alunos estrangeiros a comprar os produtos de necessidades diárias e levado refeições para os quartos deles todos os dias. "Eu fiz um teste de ácido nucleico em 7 de janeiro e o segundo teste no dia 9", lembrou.

Kattah já está familiarizado com o lockdown e o isolamento no campus, pois passou por isso duas vezes em menos de um ano. Durante o Ano Novo Chinês em janeiro de 2020, ele passou a Festa da Primavera na república de estudantes estrangeiros da universidade. Naquela época, todas as partes da China passaram por medidas rigorosas para controlar a epidemia.

"Fiquei um pouco assustado naquele momento. Meu pai me ligou e disse que é melhor voltar ao Brasil, mas minha mãe me apoiou para ficar na China. Gravei muitos vídeos para eles e disse que eu estava seguro aqui, e gradualmente eles perceberam que as medidas de prevenção e controle na China são bem eficazes", recordou Kattah.

O estudante brasileiro é formado em geologia. Ele tem interesse em geologia de exploração, geologia econômica, economia de mineração e comércio de mineração. A direção da pesquisa dele se concentra no mercado internacional e no modelo de monopólio de recursos estratégicos, como terras raras na China e ferronióbio e tântalo no Brasil.

"Recentemente, eu achei muitos artigos relacionados para ler e fazer anotações. Eu fiz um plano de estudo para pós-graduação de três anos.", disse Kattah. "Em 10 de janeiro, ouvi uma aula de instrução por videoconferência para redação de teses ministrada pelo meu professor da universidade".

Falando sobre seus estudos, Kattah sente-se muito orgulhoso, pois um professor fez uma pergunta que ele jamais esqueceu quando estava defendendo sua tese de graduação no Brasil.

"Júlio, você sabe quantos geólogos sabem falar chinês no Brasil?"

"Não sei."

"O único, é você."

Segundo o estudante, a universidade tem cuidado bem dos alunos estrangeiros em quarentena. "No dia 11, o professor Ma me trouxe bananas e laranjas. Embora fechada, percebi que a cantina tem se esforçado para aumentar a variedade de refeições para nós", disse Kattah.

"Eu gosto de comer comida chinesa, especialmente o "hot pot". Estou ansioso para sair para comer depois da quarentena. Shijiazhuang com certeza será capaz de superar essa dificuldade. Força Shijiazhuang!"

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