Entrevista: Ministro do Comércio chinês enfatiza expansão de consumo e promoção de abertura

2021-01-08 10:41:40丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 8 jan (Xinhua) -- A China liberará ainda mais seu potencial de consumo para promover um mercado doméstico forte, enquanto levará a abertura a um nível mais alto, garantiu Wang Wentao, ministro do Comércio, em entrevista à Xinhua.

Para expandir a demanda doméstica, a China continuará a melhorar o consumo tradicional, com medidas personalizadas para aumentar o consumo de serviços e garantir que mais áreas rurais sejam acessíveis ao comércio eletrônico, disse o alto funcionário.

O país criará novos modelos de consumo, em meio aos esforços para digitalizar empresas físicas e incentivar o uso de tecnologias como 5G e a Internet das Coisas, salientou Wang.

Ao mesmo tempo em que melhora o mercado consumidor ao suavizar a circulação comercial e criar um melhor ambiente de mercado, o país transformará uma série de cidades em centros de consumo internacionais, construirá círculos de vida comunitários de 15 minutos e introduzirá mais lojas de conveniência nos bairros.

Enquanto isso, o ministro pediu mais esforços para estabilizar o comércio e os investimentos estrangeiros em meio a circunstâncias complexas em 2021.

Assim, a China estabelecerá mais zonas de demonstração para a promoção de importações, promoverá a inovação do comércio de serviços em áreas-piloto e criará uma força-tarefa para facilitar o comércio com os países ao longo do Cinturão e Rota, ressaltou Wang.

O país será persistente na abertura mais ampla e no relaxamento de regras de entrada no mercado, apontou Wang, pedindo a implementação das novas listas negativas para investimento estrangeiro e mais áreas-piloto para abertura do setor de serviços.

Enquanto isso, a China desempenhará plenamente o papel de inovação institucional no avanço do estabelecimento de zonas de livre comércio (ZLC) e portos de livre comércio, de acordo com Wang.

O país impulsionará a abertura de alto nível, tomando medidas como a introdução de uma lista negativa para o comércio de serviços transfronteiriços nas ZLCs, a abertura mais ampla em áreas como a economia digital e o apoio às ZLCs para desenvolver indústrias com vantagens distintas.

Para ampliar seu "círculo de amigos" em todo o mundo, a China intensificará os esforços para expandir a rede de áreas de livre comércio pelo mundo, negociando e assinando acordos de livre comércio (ALC) com mais parceiros comerciais, explicou Wang.

Dados oficiais mostram que a China assinou ALCs com 26 países e regiões, com seu valor comercial ocupando 35% do comércio exterior geral do país.

A China fez conquistas notáveis na promoção do comércio multilateral em 2020, com a assinatura da Parceria Econômica Integral Regional (RCEP) e a conclusão das negociações para o tratado de investimento China-UE.

O país aumentará os esforços para garantir que a RCEP entre em vigor e seja implementada o mais rápido possível, ao mesmo tempo em que facilita as negociações dos acordos de livre comércio China-Japão-República da Coreia e dá consideração ativa à adesão ao Acordo Abrangente e Progressivo da Parceria Transpacífica (CPTPP), afirmou Wang.

Também serão feitos esforços para aumentar a proporção do comércio de mercadorias que desfrutam de tarifas zero, ampliando o acesso ao mercado para o comércio de serviços e investimento e garantindo que as empresas se beneficiem mais dos ALCs, acrescentou Wang.

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