(Multimídia) OMS alerta contra remdesivir para tratamento da COVID-19

2020-11-20 12:40:20丨portuguese.xinhuanet.com

Um membro da equipe trabalha em um laboratório da farmacêutica Eva Pharma na província de Giza, no Egito, em 2 de julho de 2020. (Xinhua/Ahmed Gomaa)

Londres, 20 nov (Xinhua) -- O medicamento antiviral remdesivir não deve ser usado para tratar pacientes com COVID-19, não importa o quão doentes estejam, pois não há evidências de que funcione, disse nesta sexta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"O... painel encontrou uma falta de evidência de que o remdesivir melhorou os resultados que são importantes para os pacientes, como redução da mortalidade, necessidade de ventilação mecânica, tempo para melhora clínica e outros", disse o painel do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS.

"Quaisquer efeitos benéficos do remdesivir, se existirem, são provavelmente pequenos e a possibilidade de danos importantes permanece", disse o painel.

A recomendação da OMS, publicada no British Medical Journal, foi baseada em uma revisão de evidências que incluiu dados de quatro ensaios clínicos randomizados internacionais entre mais de 7 mil pacientes hospitalizados.

Após revisar as evidências, o painel concluiu que o remdesivir não tem efeito significativo sobre as taxas de mortalidade ou outros resultados importantes para os pacientes.

"Especialmente tendo em conta os custos e implicações de recursos associados ao remdesivir... o painel sentiu que a responsabilidade deveria ser em demonstrar evidência de eficácia, o que não é estabelecido pelos dados atualmente disponíveis".

O antiviral é um dos dois únicos medicamentos atualmente autorizados para tratar pacientes com COVID-19 em todo o mundo. Ele foi aprovado para uso nos Estados Unidos, na União Europeia e em outros países depois que pesquisas iniciais descobriram que ele poderia reduzir o tempo de recuperação em alguns pacientes com a doença.

Fabricado pela empresa norte-americana Gilead, o remdesivir é extremamente caro e deve ser administrado por via intravenosa. A Gilead disse no mês passado que a droga aumentou suas vendas no terceiro trimestre em cerca de US$ 900 milhões.

Um pesquisador continua seu trabalho em um laboratório médico no condado de Kilifi, no Quênia, em 13 de novembro de 2020. (Xinhua/Joy Nabukewa)

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