(Multimídia) China refuta declaração dos "Five Eyes" sobre decisão da legislatura relativa a Hong Kong

2020-11-20 12:30:16丨portuguese.xinhuanet.com

Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Hong Kong, Carrie Lam (1ª E), em coletiva de imprensa em Hong Kong, no sul da China, em 11 de novembro de 2020. (Xinhua/Wang Shen)

Beijing, 19 nov (Xinhua) -- Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês refutou na quinta-feira uma declaração da aliança de inteligência "Five Eyes" (cinco olhos) sobre a decisão da China de desqualificar certos membros do Conselho Legislativo (LegCo) da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK).

Em uma declaração conjunta, os Estados Unidos, a Austrália, o Canadá, a Nova Zelândia e o Reino Unido pediram ao governo chinês que reconsiderasse as ações contra a legislatura de Hong Kong e reintegrasse os membros desqualificados do LegCo.

"Deploramos e nos opomos firmemente às acusações dos países relevantes sobre os assuntos de Hong Kong da China, o que é uma violação flagrante da lei internacional e das normas básicas que regem as relações internacionais", disse o porta-voz Zhao Lijian em uma coletiva de imprensa diária, acrescentando que a posição solene da China sobre o assunto em questão foi esclarecida em diversas ocasiões.

Zhao disse que a decisão do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN) sobre a elegibilidade dos membros do Conselho Legislativo da RAEHK está em conformidade com as disposições relevantes da Constituição, a Lei Básica e a lei de segurança nacional da RAEHK, além de ser um requisito inerente para manter e melhorar o sistema de "um país, dois sistemas" e uma medida necessária para manter o estado de direito e a ordem constitucional na RAEHK. "Isso é legal, razoável e incontestável".

Ele acrescentou que desde a implementação da lei de segurança nacional da RAEHK, não houve mais a chamada "bela vista para ser contemplada" em Hong Kong.

"Os funcionários públicos devem respeitar as leis constitucionais do seu país e honrar a promessa de lealdade à pátria, o que é a ética política básica em todos os países", disse Zhao.

Ele disse que a RAEHK é uma parte inalienável da China, e todo o povo chinês, incluindo os compatriotas de Hong Kong, nunca permitirá que ninguém que defenda ou apoie a ideia da independência de Hong Kong, se recuse a reconhecer a soberania do Estado e seu exercício sobre Hong Kong e busque a interferência externa nos assuntos de Hong Kong ou ponha em perigo a segurança nacional administre ou governe Hong Kong.

"É natural que aqueles que amam o país e Hong Kong governem Hong Kong, enquanto aqueles anti-China que criam problemas em Hong Kong sejam afastados", disse Zhao.

Ele pediu aos países relevantes que enfrentem o fato de Hong Kong ter retornado à China, abandonem o padrão duplo, respeitem seriamente a soberania da China e parem imediatamente de interferir nos assuntos de Hong Kong e em outros assuntos internos da China de qualquer forma.

"Qualquer tentativa de pressionar a China e minar a soberania, segurança e interesses de desenvolvimento da China não terá sucesso", disse Zhao.

Foto tirada em 29 de junho de 2020 mostra um outdoor sobre a Lei da República Popular da China sobre a Salvaguarda da Segurança Nacional na Região Administrativa Especial de Hong Kong na área central de Hong Kong, no sul da China. (Xinhua/Wang Shen)

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