(Multimídia) Boeing obtém aprovação da FAA para retomar operações do 737 MAX

2020-11-19 12:40:17丨portuguese.xinhuanet.com

Um Boeing 737 Max 8 da American Airlines, de Los Angeles, pousa no Aeroporto Nacional Washington Reagan em Washington D.C., Estados Unidos, em 13 de março de 2019. (Xinhua/Ting Shen)

São Francisco, 18 nov (Xinhua) -- A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) rescindiu nesta quarta-feira a ordem que suspendia as operações comerciais do Boeing 737 MAX.

A medida permitirá que as companhias aéreas que estão sob a jurisdição da FAA, incluindo as dos Estados Unidos, tomem as medidas necessárias para retomar o serviço e que a Boeing comece a fazer entregas, informou a empresa.

O administrador da FAA, Steve Dickson, assinou na quarta-feira a ordem que abre caminho para o Boeing 737 MAX retornar ao serviço comercial.

De acordo com a FAA, a ação de Dickson seguiu um processo abrangente e metódico de revisão de segurança que levou 20 meses para ser concluído.

A FAA revelou que seus funcionários trabalharam para identificar e abordar as questões de segurança, que desempenharam um papel na trágica perda de 346 vidas a bordo do voo 610 da Lion Air e do voo 302 da Ethiopian Airlines.

"Durante todo o nosso processo transparente, cooperamos estreitamente com nossos homólogos estrangeiros em todos os aspectos do retorno ao serviço", disse um comunicado da FAA.

Além de rescindir a ordem que aterrava a aeronave, a FAA publicou na quarta-feira uma Diretiva de Aeronavegabilidade, especificando as mudanças de design que devem ser feitas antes do retorno da aeronave ao serviço, emitiu uma Notificação de Aeronavegabilidade Contínua à Comunidade Internacional (CANIC) e publicou os requisitos de treinamento do MAX.

Essas ações não permitem que o MAX retorne imediatamente aos céus. A FAA deve aprovar revisões do programa de treinamento de pilotos para o 737 MAX para cada companhia aérea dos EUA que opera esta aeronave e manterá sua autoridade para emitir certificados de aeronavegabilidade e certificados de aeronavegabilidade para exportação para todas os novos 737 MAX fabricados desde que a FAA emitiu a ordem de aterramento. Além disso, as companhias aéreas que estacionaram suas aeronaves MAX devem tomar as medidas de manutenção necessárias para prepará-las para voar novamente, de acordo com o comunicado.

"Nunca esqueceremos as vidas perdidas nos dois trágicos acidentes que levaram à decisão de suspender as operações", disse David Calhoun, diretor executivo da Boeing Company. "Esses eventos e as lições que aprendemos como resultado remodelaram nossa empresa e concentraram ainda mais nossa atenção em nossos valores fundamentais de segurança, qualidade e integridade."

De acordo com a empresa, ao longo dos últimos 20 meses, a Boeing tem trabalhado em estreita colaboração com as companhias aéreas, fornecendo-lhes recomendações detalhadas sobre armazenamento a longo prazo e garantindo que seu investimento fosse parte do esforço para retornar os aviões ao serviço com segurança.

"A diretiva da FAA é um marco importante", disse Stan Deal, presidente e diretor executivo da Boeing Commercial Airplanes. "Continuaremos a trabalhar com os reguladores em todo o mundo e nossos clientes para levar o avião de volta ao serviço em todo o mundo."

Além das mudanças feitas para o avião e o treinamento de pilotos, a Boeing disse que tomou medidas importantes para reforçar seu foco em segurança e qualidade.

Os jatos 737 MAX da Boeing estão pousados em todo o mundo desde o início de março do ano passado, após mais evidências emergindo indicarem que seu principal software de controle de voo teve um papel em dois acidentes aéreos mortais em menos de um ano.

Os socorristas procuram destroços de um avião da Ethiopian Airlines no local do acidente perto da cidade de Bishoftu, a cerca de 45 quilômetros da capital Adis Abeba, Etiópia, em 10 de março de 2019. (Xinhua/Michael Tewelde)

As pessoas seguram fotos de vítimas da queda do Boeing 737, enquanto Stephen Dickson, chefe da Administração Federal de Aviação (FAA), testemunhou perante o Comitê de Transporte e Infraestrutura da Câmara dos Representantes durante uma audiência em Washington D.C., Estados Unidos, em 11 de dezembro de 2019. (Sarah Silbiger/Xinhua)

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