OCS é modelo de combate ao terrorismo, diz especialista
Bishkek, 5 nov (Xinhua) -- A Organização de Cooperação de Shanghai (OCS) tem desempenhado um papel importante na coordenação dos esforços para combater o terrorismo, disse o especialista político, Sheradil Baktygulov, à Xinhua nesta quinta-feira.
Baktygulov enfatizou que a OCS é a primeira organização antiterrorista internacional do mundo, que criou verdadeiras bases jurídicas e práticas para combater os "três males" - terrorismo, separatismo e extremismo.
Em 2001, depois de assinar a Declaração sobre o estabelecimento da OCS, os chefes de seis Estados assinaram outro importante documento - a Convenção de Shanghai sobre o Combate ao Terrorismo, Separatismo e Extremismo, criando uma estrutura antiterrorista regional, que Baktygulov considerou como o primeiro documento legal do mundo sobre o combate ao terrorismo.
"Por exemplo, no âmbito da ONU, as discussões sobre uma convenção-quadro para a luta contra o terrorismo ainda estão em andamento", disse o especialista em Bishkek, capital do Quirguistão. Ele acrescentou que ainda não foi criada uma base legal para lutar contra o terrorismo, separatismo e extremismo em todo o mundo.
Falando sobre as conquistas da OCS em segurança, o especialista observou que, nos últimos anos, questões de combate ao terrorismo, separatismo e extremismo, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, além da luta contra o tráfico ilícito de drogas foram colocadas em prática em simpósios, conferências e outros eventos.
"Pode-se enumerar muitas conquistas da OCS no campo do combate ao terrorismo, ao separatismo e ao extremismo, mas acho que a avaliação mais importante são as opiniões dos cidadãos dos Estados-membros da OCS."
Baktygulov enfatizou a diminuição do número de atos terroristas no território dos membros da OCS e chamou o combate ao terrorismo de tarefa principal da organização.
Baktygulov também destacou o papel da OCS na estabilidade do Quirguistão.
"O Quirguistão foi invadido por organizações terroristas internacionais durante dois anos (1999-2000), quando soldados do exército quirguiz, civis foram mortos, e a infraestrutura dos assentamentos foi destruída."
"Então, a liderança do Quirguistão apelou à comunidade mundial por ajuda e os pedidos foram ouvidos e apoiados apenas pela China, Rússia, Armênia, Cazaquistão e Uzbequistão", observou o cientista político.
Ele disse que aqueles anos foram marcados por uma guerra civil no Tajiquistão, operações antiterroristas na Chechênia, na Rússia, e novos focos de instabilidade no mapa político mundial.
No entanto, o especialista destacou que, em 2001, a esperada invasão de terroristas internacionais ao Quirguistão não se concretizou graças à criação da OCS.
"O fato de os Estados-membros da OCS estarem prontos para prestar auxílio, incluindo assistência militar, para combater o terrorismo, o separatismo e o extremismo apaziguou as cabeças 'quentes' dos estrategistas estrangeiros".
Baktygulov enfatizou a expansão significativa da estrutura legal para a cooperação multilateral entre os Estados-membros da OCS na luta contra os "três males" e o aprimoramento regular das habilidades do pessoal militar dos Estados-membros da OCS na luta contra os terroristas.
"Todas essas e outras atividades têm um impacto positivo na multiplicação das capacidades antiterroristas conjuntas para preservar a paz e a estabilidade na região e servem como um exemplo de uma resposta adequada às ameaças terroristas, separatistas e extremistas."
O especialista quirguiz observou que as ameaças à segurança dos Estados-membros da OCS estão se tornando mais sofisticadas.
"Por exemplo, novos métodos de travar guerras e atos terroristas foram desenvolvidos utilizando tecnologias da informação, comunicações de massa e outras tecnologias modernas. Pensar que um terrorista é uma pessoa inconsequente com uma metralhadora nas mãos e vivendo em uma caverna está longe de ser verdade".
Baktygulov disse que um terrorista moderno pode ser um empresário bem-sucedido ou um blogueiro conhecido, e a desinformação pode ser uma arma.
Ele afirmou que os agressores estão usando novas tecnologias para "escravizar" as mentes das pessoas.
"Portanto, precisamos entender a natureza e a variedade das 'guerras híbridas' e estar prontos para ações conjuntas contra novos métodos de atividades terroristas".
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