(Multimídia) A exposição correu muito bem e a próxima será ainda mais bem preparada, diz adida cultural da Embaixada de Angola na China na CIFTIS

Peças de artesanato angolano atraíram muitos visitantes na Feira Internacional de Comércio de Serviços da China 2020 (CIFTIS), realizada em Beijing de 4 a 9 de setembro de 2020. (Xinhua/Wang Lu)
Beijing, 7 set (Xinhua) -- "Quanto custa este artesanato de madeira?" "Desculpe, não está a venda." Diálogos como este tem sido frequente no estande da Embaixada da República de Angola na China na Feira Internacional de Comércio de Serviços da China 2020 (CIFTIS, na sigla em inglês). "Que material é este?" "São esculturas de madeiras típicas de Angola." Os funcionários respondem a perguntas desse tipo repetida e pacientemente.
Realizada em Beijing de 4 a 9 de setembro, a CIFTIS é o primeiro grande evento econômico e comercial internacional realizado online e offline pela China desde o surto da COVID-19, com o tema "Serviços Globais, Prosperidade Compartilhada" e a adesão de 18 mil empresas e instituições de 148 países e regiões.
"Há muitos interessados em nossas peças, perguntando se podemos vender, onde se pode encontrar, se podem trocar contato conosco", disse Maria Marcelina Gomes, adida cultural da Embaixada de Angola na China.
"É uma exposição que correu muito bem, por cá as pessoas estão tão interessadas, querem saber qual é o material que foi utilizado para produzir, querem saber se isso é manual ou de máquina, ou de alguma tecnologia mais avançada", disse Gomes.
Segundo ela, da próxima vez a embaixada vai providenciar para que algumas peças de artesanato angolano possam ser comercializadas. "Podemos convidar um artista, um comerciante para trazer essas peças para poder vender. Vamos preparar e acredito que podemos conseguir."
"Com tempo e com o passar da pandemia, podemos desenvolver mais atividades como esta feira, ou seja, exposições como esta. Nós vamos fazer de tudo para trazer outras coisas novas que Angola tem", afirmou Gomes.
O artesanato em Angola é bastante rico e possui em si diversas temáticas. Por ser praticado em várias áreas do país, as atividades artesanais trazem consigo características de diversas partes de Angola que são oriundas e revelam o grande talento dos artesãos.
"Também temos instrumentos musicais, todos estes materiais são feitos manualmente", acrescentou.
"Queremos buscar parcerias", disse Gomes. "É bom que o mundo se abra, nós angolanos queremos ir para o mundo, queremos conhecer, queremos trocar, e queremos também investir na área cultural, e que os dois povos possam usufruir da relação amistosa que há entre Angola e China."
Diante do estande, uma professora universitária aposentada de Beijing gostou muito das esculturas de madeira e ficou perguntando sobre o processo artesanal. "Tenho muito interesse em culturas estrangeiras. Angola é um país que conheço muito pouco, mas seus artesanatos são muito encantadores."
"Esta é a marimba, um instrumento musical de madeira de Angola. Esta vestimenta é típica do extremo norte do nosso país. Este tipo de madeira cresce na floresta de Cabinda. A cor vermelha da bandeira angolana significa..." explicou ao público Odiar Júlio, estudante angolano do segundo ano de pós-graduação na Universidade Jiaotong de Beijing. Por falar chinês, ele está trabalhando no estande da Embaixada de Angola na China para promover a cultura de seu país aos visitantes.
Na manhã desta segunda-feira, Júlio também cantou a canção ''Muxima'' (palavra da língua Kimbundu de Angola que significa coração em português) na CIFTIS para o público, atraindo muitas pessoas.
"Antes, estive na cidade de Wuhan, no centro da China, e li uma frase - Wuhan muda a cada dia. Acho que não apenas Wuhan, mas toda a China está em constante desenvolvimento. Os metrôs e os trens de alta velocidade são muito bons", disse Júlio. "Estou aqui para aprender sobre o sistema de transporte e voltarei a Angola para construir o futuro do meu país."

Odiar Júlio, estudante angolano do segundo ano de pós-graduação na Universidade Jiaotong de Beijing, cantou a canção ''Muxima'' (palavra da língua Kimbundu de Angola que significa coração em português) na Feira Internacional de Comércio de Serviços da China 2020 (CIFTIS), em 7 de setembro de 2020. (Xinhua/Wang Lu)
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