Atitude agressiva dos EUA em relação à China ameaça paz mundial, dizem acadêmicos

2020-07-26 16:05:39丨portuguese.xinhuanet.com

Londres, 25 jul (Xinhua) -- Acadêmicos internacionais disseram neste sábado que as declarações e ações agressivas do governo dos EUA em relação à China representam uma ameaça à paz mundial e que uma potencial nova guerra fria contra a China é contra os interesses da humanidade.

Os comentários vieram durante uma reunião virtual sobre a campanha internacional contra uma nova Guerra Fria contra a China, que reuniu especialistas de vários países, incluindo Estados Unidos, China, Grã-Bretanha, Índia, Rússia e Canadá.

Jenny Clegg, professora sênior em estudos internacionais da Universidade de Lancashire Central, disse que a relação China-EUA é uma das relações bilaterais mais importantes e que sua deterioração representaria uma ameaça significativa à paz mundial.

John Ross, membro sênior do Instituto Chongyang, da Universidade Renmin da China, listou a ameaça de guerra dos Estados Unidos, incluindo o lançamento de grandes guerras no Iraque e na Líbia, o passo perigoso de se retirar do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) e sanções unilaterais contra o Irã e a Venezuela.

"É claro que uma ameaça de guerra com a própria China seria uma catástrofe inimaginável", disse ele.

Medea Benjamin, cofundadora da Codepink, uma organização de base liderada por mulheres que trabalha para acabar com as guerras dos EUA, disse ser preocupante que os líderes dos EUA reivindiquem uma nova agressão chinesa quando os próprios Estados Unidos têm bases militares em todo o mundo.

"Os EUA precisam entender que a China não é nosso inimigo. Pedimos cooperação com a China", disse Benjamin.

Magaret Kimberley, colunista do Black Agenda Report, disse que o governo dos EUA fez acusações erradas contra a China sobre questões relacionadas a Xinjiang e controle da pandemia de coronavírus e que seu fechamento forçado do consulado chinês em Houston violou o direito internacional.

Alguns especialistas presentes na reunião emitiram uma declaração pedindo ao lado dos EUA para se afastar dessa ameaça de uma Guerra Fria e também de outras ameaças perigosas à paz mundial em que está envolvido.

Eles disseram que os Estados Unidos vão na direção errada ao retirar-se do Tratado INF e do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas e aumentar o desengajamento dos organismos da ONU.

"Apoiamos a China e os EUA a basearem suas relações no diálogo mútuo e se centrarem nas questões comuns que unem a humanidade", disse o comunicado, instando o esforço coletivo para enfrentar desafios globais como mudanças climáticas, pandemia e desenvolvimento econômico.

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