(Multimídia) China refuta declarações de Pompeo sobre laços China-África

2020-06-30 12:08:44丨portuguese.xinhuanet.com

Um funcionário descarrega suprimentos médicos chineses de um avião no Aeroporto Internacional de Kotota, em Acra, capital de Gana, em 6 de abril de 2020. (Xinhua/Xu Zheng)

Beijing, 30 jun (Xinhua) -- A China expressou nesta segunda-feira forte oposição às declarações do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sobre as relações China-África, dizendo que as falas ignoram os fatos fundamentais e mancham a China arbitrariamente, disse Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Zhao fez as observações em uma entrevista coletiva, quando solicitado a comentar as declarações de Pompeo, nas quais culpou a cooperação China-África e a transparência da China no tratamento da COVID-19.

Desde o surgimento da COVID-19, a China sempre agiu de maneira aberta, transparente e responsável e forneceu informações oportunas à Organização Mundial da Saúde e aos países e regiões relevantes, incluindo os Estados Unidos, sublinhou Zhao.

A China também compartilhou a sequência do genoma do vírus, respondeu ativamente às preocupações de outros e reforçou a cooperação com todos os lados, disse o porta-voz, acrescentando que o país ganhou tempo e fez contribuições positivas para a luta global contra o vírus.

Zhao disse que a China trabalhará com a comunidade internacional para intensificar o apoio aos países africanos e atuar seriamente na Iniciativa de Suspensão de Serviço da Dívidas do G20.

"Alguns países africanos solicitaram essa suspensão à China. E agora estamos trabalhando nos detalhes específicos por meio de estreita coordenação e consulta para diminuir o peso da dívida e ajudá-los a superar as dificuldades", disse Zhao.

"Esperamos que os Estados Unidos se concentrem em sua própria resposta epidêmica e também contribuam para a luta global contra o vírus através de ações concretas, em vez de minar e difamar a resposta de outros países e espalhar o 'vírus político'", disse ele.

Os países africanos e a comunidade internacional em geral não têm dificuldade em dizer quem está realmente ajudando a África e quem está politizando a questão da dívida, acrescentou.

Suprimentos médicos doados pela China são descarregados de um avião no Aeroporto Internacional Robert Mugabe em Harare, Zimbábue, em 11 de maio de 2020. (Xinhua/Zhang Yuliang)

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