Continuação das sanções dos EUA contra Venezuela em meio à pandemia vai contra o espírito humanitário, diz porta-voz chinês
Beijing, 14 mar (Xinhua) -- A prática dos Estados Unidos de prosseguir com as sanções contra a Venezuela enquanto países de todo o mundo estão lutando conjuntamente contra a pandemia da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) vai contra o espírito humanitário básico, assinalou na sexta-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.
Geng fez as declarações durante uma entrevista coletiva ao comentar o discurso pronunciado na quinta-feira pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no qual disse que as sanções dos Estados Unidos afetaram gravemente os esforços domésticos de prevenção da epidemia na Venezuela e pediu que os Estados Unidos eliminem imediatamente as sanções injustas e ilegais contra seu país.
É bem sabido que as sanções americanas contra a Venezuela deterioraram gravemente a economia do país e a vida da população, causando problemas que incluem dificuldades para que o povo venezuelano obtenha serviços médicos, disse Geng.
Neste momento crítico em que os governos e povos do mundo estão combatendo conjuntamente a pandemia da COVID-19, a prática americana de continuar massacrando a Venezuela com suas pesadas sanções vai contra o espírito humanitário básico, indicou.
A China sempre apelou pela solução pacífica da questão da Venezuela através do diálogo o mais breve possível e a criação de condições para o desenvolvimento normal da Venezuela, disse Geng, acrescentando que a China se opõe à interferência nos assuntos internos de outros países, às sanções unilaterais e à chamada "jurisdição de braço longo".
"Pedimos que os Estados Unidos trabalhem com a comunidade internacional, deixem de interferir nos assuntos internos da Venezuela o mais rápido possível e eliminem as sanções unilaterais para beneficiar a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da Venezuela", indicou Geng.
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