Macron diz que seu comentário sobre "morte cerebral" da OTAN é "um alerta necessário"

2019-11-29 15:49:20丨portuguese.xinhuanet.com

O presidente da França, Emmanuel Macron, se reúne com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, no Palácio do Eliseu, em Paris, França, no dia 28 de novembro de 2019 (Xinhua/Gao Jing)

Paris, 28 nov (Xinhua) - O comentário sobre a "morte cerebral" da OTAN serviu como um "alerta necessário", disse o presidente da França, Emmanuel Macron, em uma entrevista coletiva com o chefe da OTAN, Jens Stoltenberg, após seus diálogos no Palácio do Eliseu na quinta-feira.

"Eu suponho totalmente que tenha aumentado a ambiguidade, com a alegação que a OTAN está sofrendo morte cerebral", disse Macron. "Uma alerta foi necessário".

Em uma entrevista no início deste mês à revista The Economist, Macron disse que a OTAN está sofrendo morte cerebral e pediu uma reaproximação com a Rússia e uma pausa no alargamento da União Europeia.

Stoltenberg está em Paris para pedir esclarecimentos a Macron, em preparação para uma cúpula da OTAN em Londres, nos dias 3 e 4 de dezembro.

Após diálogos com Stoltenberg, Macron insistiu que é importante que a OTAN tenha diálogos concretos com a Rússia.

Ele disse que os países europeus deveriam se envolver em negociações para estabelecer um novo pacto que limita os mísseis nucleares de médio alcance mantidos pelos EUA e pela Rússia.

A França não aceitou a moratória oferecida pela Rússia, acrescentou Macron, pedindo às nações europeias que participem das negociações sobre esta questão de segurança.

"Não podemos delegar nossa segurança a um acordo bilateral em que nenhum europeu esteja envolvido", afirmou Macron. "Deveria haver envolvimento europeu neste futuro tratado".

Ele acrescentou que a França levantaria a questão na reunião da OTAN em Londres na próxima semana.

Em agosto, a Rússia anunciou formalmente o término do tratado INF assinado em 1987, depois que os Estados Unidos se retiraram. A Rússia então convocou os EUA e outros membros da OTAN a implementarem uma moratória na inserção de mísseis de médio alcance.

O presidente francês também disse que está pronto para revisar "todas as opções estratégicas" da França na região do Sahel, na África Ocidental, e pediu aos seus aliados um "maior envolvimento" contra o "terrorismo" na região.

"O terrorismo é o inimigo comum da OTAN", disse ele. "Todas as opções estão abertas. Um maior envolvimento de aliados seria bastante benéfico".

Stoltenberg expressou condolências à França pela perda de 13 soldados mortos na noite de 25 de novembro, durante uma operação contra militantes no Mali.

O chefe da OTAN disse que as fundações da OTAN são fortes e que ela continuará se modernizando. "A União Europeia não pode defender a Europa sozinha", afirmou Stoltenberg.

Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:

Telefone: 0086-10-8805-0795

Email: portuguese@xinhuanet.com

010020071380000000000000011100001385928361