Dúzias de múmias e estátuas de animais descobertas na necrópole de Gizé no Egito

Foto tirada no dia 23 de novembro de 2019 mostra uma estátua de animal recém-descoberta em Saqqara, província de Giza, Egito. O Ministério de Antiguidades do Egito anunciou no sábado a descoberta de dezenas de múmias e estátuas de animais que datam de 2.700 anos atrás, dentro de um esconderijo na necrópole de Saqqara, na província de Gizé, perto da capital Cairo. (Xinhua/Ahmed Gomaa)
Cairo, 23 nov (Xinhua) - O Ministério das Antiguidades do Egito anunciou no sábado a descoberta de dezenas de múmias e estátuas de animais que datam de 2.700 anos atrás, dentro de um esconderijo na necrópole de Saqqara, na província de Gizé, perto da capital Cairo.
"Os objetos desenterrados, incluindo filhotes de leão mumificados, gatos, crocodilos e mangustos, foram escondidos em 25 caixas de madeira decoradas com textos hieroglíficos dentro de um pequeno esconderijo no cemitério de animais em Saqqara", disse em uma coletiva de imprensa ao ar livre na necrópole, Mostafa Waziri, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA) do Ministério.
Entre os objetos descobertos por uma missão arqueológica da CSA liderada por Waziri, está uma coleção de 75 estátuas de gatos representando a deusa egípcia antiga Bastet, uma pequena estátua de madeira da deusa Neith, 57 estatuetas de bronze do antigo deus Osíris e uma estátua do deus Horus, semelhante a um falcão.
Encontrados dentro de um esconderijo no cemitério de animais Bubasteion em Saqqara, os objetos pertencem à 26ª dinastia que governou o Egito antigo durante o período tardio.
"Este escaravelho de pedra encontrado dentro de uma caixa de madeira é o maior descoberto no mundo", disse Waziri, apontando para a estátua de um escaravelho fixada em uma base de madeira dentro de uma vitrine.
A missão também encontrou dois arenitos de tamanho pequeno e escaravelhos de madeira, três estátuas de crocodilos com restos de múmias de crocodilo dentro, além de oito máscaras de argila coloridas para caixões de madeira, dezenas de amuletos de faiança e vasos de várias formas e cores.
"Isso não é apenas uma descoberta, é como um museu", disse o ministro das Antiguidades do Egito, Khaled al-Anany, aos repórteres, se referindo às centenas de objetos descobertos.
"Esta é a terceira vez em 18 meses que é anunciada uma descoberta arqueológica no mesmo local, depois que anunciamos em abril do ano passado a descoberta de um cemitério animal próximo e, mais tarde em dezembro, a descoberta do túmulo bem preservado do sacerdote real da Quinta Dinastia Wahtye", disse o ministro.
Ele acrescentou que está muito otimista por encontrar mais descobertas nessa área, observando que ele anunciará outra descoberta em um lugar diferente antes do final do ano.
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