Cônsul-geral do Brasil em Shanghai avalia positivamente importante feira em que produtos brasileiros fazem sucesso

2019-11-08 21:45:55丨portuguese.xinhuanet.com

Por Hu Renrong, correspondente da Xinhua

Shanghai, 8 nov (Xinhua) -- O cônsul-geral do Brasil em Shanghai, Gilberto Fonseca-Guimarães de Moura, disse nesta sexta-feira em uma entrevista à Xinhua que fará esforços para que as empresas brasileiras continuem a participar da Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, na sigla em inglês), importante feira em que os produtos brasileiros fazem sucesso.

A CIIE, que foi aberta no dia 5 e vai até 10 de novembro na metrópole do leste da China, é a primeira exposição de nível nacional no mundo sobre importação. Durante o evento deste ano, 3.893 empresas provenientes de 155 países e regiões exibem seus produtos e serviços em uma área total de 360 mil metros quadrados.

O Brasil tem um pavilhão nacional nesta feira para exibir principalmente produtos do setor de agronegócios, como açaí, café, cachaça, pão de queijo, mel e espumantes. Além do pavilhão, ainda há outras empresas brasileiras que estão mostrando seus itens na zona de exposição de produtos alimentares e agrícolas.

Fonseca avaliou que "a China busca a perfeição", ao se referir à realização da CIIE, que foi realizada pela primeira vez no ano passado.

"Os organizadores do evento souberam ouvir as sugestões construtivas de muitos participantes da primeira edição do evento. Buscaram certamente aperfeiçoar alguns aspectos organizacionais desta importante exposição, que vem ocorrendo em clima muito positivo e estimulante. Tive oportunidade de percorrer diversos pavilhões e estandes, todos com grande movimento e intensa interação", assinalou.

Segundo os expositores brasileiros na CIIE, o público chinês mostra grande interesse pelos produtos do país, principalmente alimentos e itens de agronegócio.

Gabriel Morelli Ribeiro, analista de relações de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que montou um estande no evento, disse que durante os passados quatro dias, mais ou menos 400 clientes mostraram intenção de cooperação com as empresas representadas pela entidade. Os folhetos e materiais sobre os produtos das empresas brasileiras que a ABPA representa se esgotaram nas primeiras horas do primeiro dia. A procura é muito grande porque a China está sendo afetada pela peste suína africana, avaliou Ribeiro.

Agora o problema está com a capacidade de suprimento, não a procura, ponderou ele.

Segundo o cônsul-geral, a interação tão animada e intensa entre os círculos comerciais do Brasil e da China é fruto da parceria singular entre os dois países. Fonseca apontou que as relações bilaterais são sólidas e a cooperação entre ambos, abrangente. De acordo com as cifras oficiais brasileiras, o comércio bilateral em 2018 ultrapassou o patamar de US$ 100 bilhões. Desde 2003 a março de 2019 a China investiu US$ 71,3 bilhões no Brasil.

O diplomata ressaltou que está "confiante nos resultados dos contatos mantidos durante a segunda CIIE pelos expositores brasileiros do setor agropecuário", acrescentando que a produção brasileira é não só sustentável, mas também natural, o que leva à oferta de produtos realmente nutritivos, saudáveis e seguros.

Gilberto Jorge Millen, da empresa Cory, que atua no setor de lanches, como biscoitos cobertos por chocolate, disse à Xinhua que o negócio é "muito bom", que a procura por seus produtos é grande e que a companhia conseguiu parceiros chineses. Na avaliação dele, a feira CIIE é uma das maiores do mundo com muitos produtos exibidos e clientes, por isso a empresa já reservou uma área para a terceira edição do evento, no próximo ano.

Segundo Fonseca, durante a visita do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, à China no mês passado, as diversas reuniões organizadas permitiram uma reafirmação conjunta da confiança na busca de benefícios mútuos derivados da complementaridade econômica entre os dois lados, por meio da ampliação e diversificação do comércio entre os dois países e dos fluxos de investimentos.

Essa "complementaridade" é comprovada por um produto especial: pé de frango. Considerado uma iguaria na China, o item é geralmente descartado no Brasil ou usado como material de ração e farinha.

Gabriel Morelli Ribeiro, da ABPA, revelou que o pé de frango está entre os produtos mais procurados pelos clientes que visitaram seu estande, representando um verdadeiro "negócio da China".

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