Enviado chinês expressa esperança que EUA e Cuba continuem avançando na normalização de laços

2019-11-08 21:26:09丨portuguese.xinhuanet.com

 

Zhang Jun, representante-permanente da China na Organização das Nações Unidas, discursa na reunião plenária da Assembleia Geral da ONU sobre a necessidade de encerrar o embargo dos EUA contra Cuba, na sede da ONU em Nova York, no dia 6 de novembro de 2019. Na quarta-feira, o embaixador chinês da ONU expressou esperança que os Estados Unidos e Cuba continuem avançando na normalização de suas relações. (Xinhua/Li Muzi)

Nações Unidas, 6 nov (Xinhua) -- O embaixador chinês da ONU, expressou esperança na quarta-feira, que os Estados Unidos e Cuba continuem avançando na normalização de suas relações.

Zhang Jun, representante-permanente da China na Organização das Nações Unidas, fez as declarações durante seu discurso na reunião plenária da Assembleia Geral da ONU sobre a necessidade de terminar o embargo dos EUA contra Cuba.

Zhang disse que a China espera que os Estados Unidos acabem com sua política de embargo contra Cuba o mais rápido possível, observando que apenas de abril de 2018 a março de 2019, o embargo causou a Cuba perdas de 2 bilhões de dólares americanos em comércio exterior e mais de 700 milhões de dólares em ativos de despesas financeiras.

"Isso é contrário aos propósitos e princípios da Carta da ONU e às resoluções relevantes da assembleia geral da ONU", disse ele, acrescentando que "o embargo também dificultou os esforços do povo cubano para erradicar a pobreza e alcançar outros objetivos de desenvolvimento sustentável".

Ele enfatizou a paz, a cooperação para o desenvolvimento e as relações mútuas se tornaram a razão dos nossos tempos e a tendência geral da globalização é imparável. "Dialogando como iguais e consulta amigável são as melhores maneiras de resolver as diferenças. O unilateralismo, o protecionismo e o bullying acabarão prejudicando aqueles que praticam esses atos".

Nesse contexto, ele disse que os Estados Unidos e Cuba devem seguir "a tendência histórica dos nossos tempos", desenvolvendo relações interestaduais normais, que atendem aos interesses comuns dos dois países e seus povos, e promovendo a paz e a estabilidade nas Américas.

É estimado que a reunião de dois dias da Assembleia Geral considere um projeto de resolução apresentado por Cuba contra o embargo imposto pelos EUA.

Zhang disse que a China votará a favor do projeto de resolução, que provavelmente será adotado por uma maioria esmagadora, como foi o caso nos últimos 27 anos consecutivos.

Ele disse que a China defende consistentemente o respeito ao direito dos países de escolherem independentemente seus próprios sistemas sociais no caminho para o desenvolvimento e é contra a imposição de sanções unilaterais aos outros países por meios militares, políticos, econômicos ou outros.

Ele acrescentou que China e Cuba mantêm trocas econômicas e pessoais e a cooperação amigável e mutuamente benéfica em todos os campos continua avançando.

As relações entre EUA e Cuba ficaram amargas desde que o presidente, Donald Trump, assumiu o cargo em 2017. Desde então, o governo dos EUA revogou parcialmente o impedimento iniciado pelo ex-presidente, Barack Obama, e voltou à retórica da Guerra Fria, mantendo os laços diplomáticos restabelecidos.

Os Estados Unidos impuseram um embargo de armas para Cuba em 1958. O embargo foi complementado pela introdução de restrições nos EUA em vários outros setores, incluindo sanções às transações financeiras, comércio e viagens.

Obama emitiu regulamentos para facilitar os contatos pessoais. Mas Trump endureceu a política de bloqueio restringindo as viagens, aumentando o embargo econômico e impondo sanções a Raul Castro, primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.

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