Polícia brasileira aponta navio grego como suspeito do derramamento de óleo no litoral

2019-11-02 16:25:56丨portuguese.xinhuanet.com

Brasília, 1º nov (Xinhua) -- A Polícia Federal brasileira deflagrou nesta sexta-feira a Operação Mácula com o objetivo de investigar um petroleiro grego suspeito de derramar o óleo que causou o maior desastre ambiental já registrado na costa brasileira, afetando mais de 250 praias do litoral nordeste do país.

"O barco grego está vinculado inicialmente a uma companhia da mesma nacionalidade, mas ainda não há dados sobre a propriedade do petróleo transportado pela embarcação, o que significa que as investigações devem continuar", informou a PF que cumpriu na sexta-feira dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro na sede dos supostos representantes e contatos da empresa grega no Brasil.

A investigação do vazamento de óleo começou em setembro e conta com a participação da Marinha, Ministério Público Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, Agência Nacional do Petróleo, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília e Universidade Estadual do Ceará, além de uma empresa privada especializada em geointeligência.

O petroleiro suspeito é o Bouboulina, da empresa DeltaTankers e que foi carregado com um milhão de barris de petróleo no Porto de José, na Venezuela, de onde zarpou no dia 18 de julho e seguiu com destino à Malásia e passou a oeste do litoral do Estado da Paraíba em 28 de julho.

As investigações do governo brasileiro apontam que a primeira mancha no oceano foi registrada em 29 de julho, a 733 km da costa da Paraíba e que as primeiras praias afetadas foram as da cidade paraibana de Conde, em 30 de agosto.

Segundo nota da Polícia Federal, "a partir da localização da mancha inicial, cujo derramamento ocorreu supostamente entre os dias 28 e 29 de julho, foi possível identificar o único navio petroleiro que navegou pela área suspeita, por meio do uso de técnicas de geointeligência e cálculos oceanográficos regressivos".

A PF informou ainda que estão sendo realizados diversos exames periciais no material oleoso que foi recolhido em todos os estados brasileiros atingidos, além de exames em animais mortos. Foi constatado que estes animais morreram por asfixia em decorrência do óleo, devido a similaridade de origem entre as amostras.

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