Três cientistas dividem Prêmio Nobel de Química 2019

2019-10-10 16:19:24丨portuguese.xinhuanet.com

Estocolmo, 9 out (Xinhua) - O Prêmio Nobel de Química 2019 foi concedido a três cientistas, anunciou a Real Academia Sueca de Ciências na quarta-feira.

O Prêmio Nobel de Química 2019 foi concedido a John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino "pelo desenvolvimento de baterias de íon de lítio".

De acordo com um comunicado de imprensa, Whittingham trabalhou no desenvolvimento de métodos que poderiam levar a tecnologias de energia sem combustível fóssil.

"A fundação da bateria de íons de lítio foi lançada durante a crise do petróleo na década de 1970... Ele começou a pesquisar supercondutores e descobriu um material extremamente rico em energia, que ele usava para criar um cátodo inovador em uma bateria de lítio", afirmou o comunicado de imprensa.

Sobre Goodenough, o comunicado à imprensa dizia que "após uma pesquisa sistemática, em 1980, ele demonstrou que o óxido de cobalto com íons de lítio intercalados pode produzir até quatro volts. Esse foi um avanço importante e levaria às baterias muito mais poderosas".

Com o cátodo de Goodenough como base, Akira Yoshino criou a primeira bateria comercialmente viável de íons de lítio em 1985, segundo o comunicado.

"Em vez de usar lítio reativo no ânodo, ele usou coque de petróleo, um material de carbono que, como o óxido de cobalto do cátodo, pode intercalar íons de lítio", afirmou o comunicado.

"O Prêmio Nobel de Química 2019 recompensa o desenvolvimento da bateria de íons de lítio. Essa bateria leve, recarregável e poderosa agora é usada em tudo, desde telefones celulares a laptops e veículos elétricos. Também pode armazenar quantidades significativas de energia solar e energia eólica, possibilitando uma sociedade livre de combustível fóssil", concluiu o comunicado à imprensa.

Goodenough, nascido em 1922 em Jena, Alemanha, atualmente ocupa a cadeira de Virginia H. Cockrell em Engenharia na Universidade do Texas em Austin, EUA.

M. Stanley Whittingham, nascido em 1941 no Reino Unido, é Professor Distinto da Universidade de Binghamton, a Universidade Estadual de Nova York, EUA.

Akira Yoshino, nascido em 1948 em Suita, Japão, é professor na Universidade Meijo.

Akira Yoshino pareceu muito satisfeito com a entrevista por telefone durante a conferência de imprensa. Ele disse que a "curiosidade" era a principal força motriz de suas pesquisas. Ele também disse que a mudança climática é uma "questão muito séria agora" e que as baterias de íons de lítio podem ser de grande ajuda para esse problema.

O valor do prêmio é de 9 milhões de coroas suecas (cerca de 1 milhão de dólares americanos) e será compartilhado igualmente entre os premiados.

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