Comitê da Câmara dos EUA intima embaixador para UE sobre controvérsia na Ucrânia

2019-10-10 14:52:45丨portuguese.xinhuanet.com

Washington, 8 out (Xinhua) -- Um comitê da Câmara dos EUA convocou na terça-feira, Gordon Sondland, embaixador dos EUA para União Europeia, depois que o Departamento de Estado bloqueou o depoimento do diplomata marcado para o mesmo dia.

Sondland deveria ter explicado seu conhecimento sobre as interações controversas do governo Trump com a Ucrânia na audiência organizada pelos comitês de Inteligência da Câmara, Supervisão e Reforma e Relações Exteriores. Os comitês têm liderado, e estão acelerando, uma investigação de impeachment contra o presidente dos EUA, Donald Trump.

A intimação, emitida pelo painel de Inteligência em consulta com os outros dois comitês, solicitou que Sondland apresentasse documentos até 14 de outubro.

Ele também pediu que ele comparecesse a um depoimento no dia 16 de outubro, depois que ele não apareceu na terça-feira. Um pedido de remoção de Sondland foi enviado acompanhando uma intimação em 27 de setembro ao Secretário de Estado, Mike Pompeo, pelos comitês.

"Devido intervenção direta do secretário Pompeo para bloquear sua presença diante de nossos comitês, não temos outra opção senão obrigar sua presença a um depoimento de acordo com a intimação em anexo", escreveram em uma carta para Sondland, Adam Schiff, do Comitê de Inteligência, o presidente da Comissão das Relações Exteriores, Eliot Engel, e o presidente de Supervisão, Elijah Cummings.

O advogado de Sondland, Robert Luskin, disse em uma carta na terça-feira anterior que o Departamento de Estado proibiu seu cliente de comparecer à audiência sem explicação, e que Sondland "está profundamente decepcionado por não poder testemunhar hoje".

Logo após serem informados da decisão do Departamento de Estado, os três presidentes emitiram uma declaração conjunta dizendo que intimarão Sondland.

Eles disseram que foram informados pelos advogados de Sondland que o embaixador "recuperou as comunicações" relacionadas à controvérsia na Ucrânia "a partir de seus dispositivos pessoais que os comitês solicitaram".

Os presidentes acrescentaram que Sondland entregou os materiais ao Departamento de Estado, que, no entanto, "os retém dos comitês, desafiando nossa intimação ao secretário Pompeo".

Sondland é uma testemunha chave da controvérsia em torno de um telefonema feito no dia 25 de julho entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que alarmou um oficial de inteligência, que entrou com uma denúncia no dia 12 de agosto, alegando a má conduta de Trump no telefone.

Os democratas da Câmara que investigam o assunto acreditam que Trump pressionou Zelensky a investigar, entre outros, Joe Biden, candidato democrata à presidência das eleições de 2020 nos EUA. Trump disse que não houve pressão sobre seu colega ucraniano e que seu pedido de investigação não tem nada a ver com a campanha de Biden.

Documentos contendo mensagens de texto entre autoridades americanas e ucranianas submetidas ao Congresso na quinta-feira pelo ex-enviado especial dos EUA para a Ucrânia, Kurt Volker, mostraram que Sondland estava envolvido na coordenação do envolvimento de Washington com o governo de Zelensky antes e depois do telefonema presidencial de Zelensky, um ex-comediante, assumiu o cargo em 20 de maio.

"O embaixador Sondland acredita firmemente que ele agiu o tempo todo no melhor interesse dos Estados Unidos e está pronto para responder às perguntas do Comitê de maneira completa e verdadeira", disse Luskin na carta.

Fale conosco. Envie dúvidas, críticas ou sugestões para a nossa equipe através dos contatos abaixo:

Telefone: 0086-10-8805-0795

Email: portuguese@xinhuanet.com

010020071380000000000000011100001384608601