Nova chefe do FMI diz que tensões comerciais podem cortar PIB global em 700 bilhões de dólares

2019-10-09 14:31:15丨portuguese.xinhuanet.com

Washington, 8 out (Xinhua) -- As disputas comerciais estão afetando a economia global, enfraquecendo substancialmente a atividade industrial e os investimentos e retendo o potencial econômico, disse nesta terça-feira, Kristalina Georgieva, a nova chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Para a economia global, o efeito cumulativo dos conflitos comerciais pode significar uma perda de cerca de 700 bilhões de dólares americanos em 2020, ou cerca de 0,8 por cento do PIB", disse a diretora do FMI em um evento na sede mundial do credor antes da edição anual das reuniões do FMI e do Banco Mundial na próxima semana.

"Como referência, esse é aproximadamente o tamanho de toda a economia da Suíça", disse a economista búlgara, que sucedeu a francesa, Christine Lagarde, e assumiu o cargo no dia 1º de outubro.

O conflito comercial entre Estados Unidos e China não apenas aumentou os custos diretos para empresas e consumidores, mas também causou efeitos secundários, como a perda de confiança e as reações do mercado, disse Georgieva, que é a ex-diretora-executiva do Banco Mundial.

"Os resultados são claros. Todo mundo perde em uma guerra comercial", disse Georgieva. "Então, precisamos trabalhar juntos agora e encontrar uma solução duradoura no comércio".

Observando que a economia global está em "desaceleração sincronizada", a nova chefe do FMI pediu uma "ação política sincronizada" para acelerar o crescimento e construir economias mais resilientes.

As prioridades políticas, disse ela, incluem o uso inteligente da política monetária e o aprimoramento da estabilidade financeira, a implantação de ferramentas fiscais para enfrentar os desafios atuais, a implementação de reformas estruturais para o crescimento futuro e a adoção da cooperação internacional.

Georgieva, que tem sido uma campeã na luta global contra as mudanças climáticas, também disse que uma das prioridades do FMI é ajudar os países a reduzirem as emissões de carbono e se tornarem mais resilientes ao clima, estimulando os países a adotarem "um preço de carbono significativamente mais alto".

Novas pesquisas do FMI confirmam que os impostos sobre o carbono podem ser uma das ferramentas mais poderosas e eficientes, disse Georgieva. "Mas a chave aqui é mudar os sistemas tributários, não simplesmente adicionar um novo imposto", acrescentou ela.

"Estou confiante de que, se cooperarmos, atentos aos desafios e interesses um do outro, poderemos entregar um futuro melhor para todos", disse ela.

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