Comentário: A evolução da faceta "velocidade da China"

2019-09-22 18:28:13丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 22 set (Xinhua) -- O ritmo devastador de crescimento da economia chinesa nas últimas décadas impressionou o mundo e ficou conhecido como a "velocidade da China". Agora, o termo está assumindo um novo significado à medida que o país entra em uma nova fase de desenvolvimento.

Os últimos 70 anos testemunharam a forma como a "velocidade da China" impactou o país e o restante do mundo.

De 1952 -- quando os primeiros dados oficiais do PIB nacional passaram a ser disponibilizados após a fundação da Nova China -- até 2018, o PIB da China cresceu 452,6 vezes em termos de dólares americanos, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE).

A verdadeira decolagem econômica começou após 1978, quando o país iniciou sua reforma e abertura. A China alcançou um crescimento médio anual do PIB de 9,4% entre 1979 e 2018 a preços constantes, bem acima da taxa de 2,9% que a economia mundial registrou no mesmo período.

O salto na influência global da economia é evidente: em 2018, a China contribuiu para 27,5% do crescimento econômico mundial, um aumento de 24,4 pontos percentuais em relação a 1978, estima o DNE.

A rápida expansão econômica elevou tremendamente o padrão de vida das pessoas no país mais populoso do mundo e impulsionou a sua influência econômica global. Agora, à medida que a China busca um desenvolvimento de maior qualidade, o crescimento mais rápido está se tornando a nova tendência.

A "velocidade da China" se refere atualmente menos ao ritmo vertiginoso de crescimento do PIB, ou à velocidade absoluta de construir estradas, pontes e arranha-céus. Em vez disso, trata-se mais sobre a rapidez com que uma economia do tamanho da China adota uma nova abordagem de desenvolvimento.

Em resumo, a "velocidade da China" está sendo impulsionada mais do que nunca pela tecnologia e inovação.

Alguns exemplos: a velocidade máxima projetada de 600 km/h para o protótipo de teste do trem maglev de alta velocidade recém desenvolvido pelo país; o supercomputador Tianhe-1 que pode calcular em uma hora o que precisaria de 340 anos para toda a população chinesa processar; a rede 5G que vai permitir baixar filmes em segundos.

O avanço tecnológico galopante é sustentado pelos gastos sem precedentes da China em pesquisa e desenvolvimento, que saltaram a uma taxa média anual de 20% entre 1992 e 2018 até ficar em segundo lugar no mundo.

A velocidade da mudança da China em direção a um crescimento mais verde é igualmente impressionante. A unidade por produto econômico da China é obtida com 43,1% menos consumo de energia em 2018 do que em 1953 e 11,4% menos que em 2015. Em vez de buscar uma expansão industrial imprudente, as autoridades chinesas agora mostram pouca tolerância com as fábricas poluidoras e que desperdiçam energia, mesmo que isso signifique um crescimento mais lento do PIB.

A "velocidade da China" no esverdeamento da Terra está liderando o mundo e é visível do espaço. Um estudo realizado em fevereiro, usando dados de satélites da NASA, revelou que a China contribuiu para um quarto do aumento da área global verde desde a virada do século.

Aos olhos dos empreendedores, a "velocidade da China" é cada vez mais relevante para a rapidez com que o país melhora seu ambiente de negócios e abre seu mercado para as empresas de fora.

Como resultado das reformas da China para expandir o acesso ao mercado e reduzir a burocracia administrativa, o número de empresas no país cresceu a uma taxa média de crescimento de 16,9% ao ano entre 2012 e 2017. Um relatório do Banco Mundial classificou a China no 46ª do mundo em termos de facilidade de fazer negócios em 2018, 32 posições melhor que em relação ao ano anterior.

Em particular, a China está se movendo rapidamente para compartilhar mais oportunidades de desenvolvimento com as empresas estrangeiras. A lista negativa para o acesso estrangeiro aos setores de negócios está diminuindo ano a ano, novas zonas piloto de livre comércio foram lançadas em todo o país em apenas alguns anos, e áreas antes fortemente restritas, como finanças, estão sendo abertas em um ritmo sem parar.

Por trás da nova cara da "velocidade da China" está o esforço total do país na busca pelo rejuvenescimento nacional, uma visão que não pode ser realizada sem uma economia modernizada que implique melhor qualidade, maior eficiência, fatores mais robustos de crescimento e abertura para todas as frentes.

Ao reduzir o crescimento do PIB e demonstrar uma nova compreensão de velocidade desejável, o país mostra ao resto do mundo que favorece não o domínio econômico, mas a sustentabilidade econômica, que faz reformas estruturais e compartilha o seu desenvolvimento, um requisito de uma economia mundial altamente conectada.

Remodelar uma economia tão grande quanto a da China exige tempo e coragem, mas é uma batalha crítica que a China deve e pode vencer. A evolução da "velocidade da China" provou até que ponto o país chegou e continuará a testemunhar essa jornada.

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