Brasil "conta com a China" como parceiro econômico, diz vice-presidente

2019-09-11 16:32:11丨portuguese.xinhuanet.com

São Paulo, 9 set (Xinhua) - O Brasil está apostando na China para permanecer como seu principal parceiro quando o país sul-americano empreender reformas econômicas para estimular o crescimento, disse o vice-presidente, Hamilton Mourão, na segunda-feira.

"Estamos fazendo as reformas necessárias para que o Brasil possa ver novamente um novo ciclo econômico e contamos com a China como parceira nesse caminho", disse Mourão aos participantes em uma reunião anual do Conselho Empresarial Brasil-China em São Paulo.

No próximo mês, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, deve visitar a China, que é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, como parte dos esforços para melhorar a cooperação bilateral. "Oportunidade e estratégia andam de mãos dadas entre o Brasil e a China", disse Mourão.

"Estamos trabalhando de forma pragmática e com visão de longo prazo para que as próximas décadas sejam frutíferas. O dinamismo de nosso relacionamento não mostra sinais de desaceleração ou esgotamento, pelo contrário, aponta para laços melhores e maiores em investimentos e comércio, ciência e tecnologia, defesa, educação e outros setores", afirmou Mourão.

O Brasil segue uma "agenda liberal" cuja prioridade é equilibrar as contas do setor público "para restabelecer a confiança e dar maior importância ao investimento, a fim de retomar o caminho do crescimento", afirmou Mourão.

"Ao mesmo tempo, estamos avançando com a China em direção a novos campos de cooperação", disse ele, acrescentando que o Brasil quer expandir suas exportações para a China além das matérias-primas.

Lembrando sua visita à China em maio, Mourão disse ter conversado com o governo chinês e os líderes empresariais sobre as reformas do Brasil, incluindo a privatização de empresas estatais e a oferta de concessões operacionais, e demanda por investimentos para promover a inovação tecnológica.

Referindo-se às tensões comerciais entre algumas das principais economias do mundo, Mourão disse que a comunidade internacional "está seguindo nervosamente a escalada das barreiras tarifárias e o risco crescente de uma recessão global".

Por sua parte, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, também alertou que o crescente protecionismo "ameaça" o comércio internacional. Para combater essa tendência, uma "estratégia conjunta" de cooperação é essencial, ele afirmou.

Observando que a China é o maior mercado consumidor do mundo, Yang disse que as conquistas da China trouxeram benefícios ao mundo e ofereceram enormes oportunidades para a cooperação sino-brasileira.

A demanda pelos produtos e mercados uns dos outros, a complementaridade da cooperação bilateral e a contínua abertura da China fornecem uma garantia importante para o crescimento constante do comércio China-Brasil, disse o embaixador chinês.

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