Governo brasileiro quer voltar a incluir médicos cubanos na atenção básica de saúde
Rio de Janeiro, 10 jul (Xinhua) - O governo brasileiro anunciou nesta quarta-feira pretender que os médicos cubanos que fizeram parte do programa "Mais Médicos" e que continuam no país possam exercer a profissão novamente, depois que Cuba saiu do programa no final de 2018.
Segundo o jornal Estado de São Paulo, fontes do ministério da Saúde informaram que o governo editará nas próximas semanas uma medida provisória com novas mudanças no programa "Mais Médicos" que permitiria aos médicos cubanos que já atuaram no programa voltarem a trabalhar na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) durante dois anos.
O programa 'Mais Médicos' foi criado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff para levar atenção médica às zonas mais remotas e carentes do Brasil. No total, cerca de 18.000 médicos estrangeiros chegaram ao país, atendendo a 63 milhões de pessoas em 4.058 municípios.
O país que enviou mais profissionais (cerca de 8 mil) foi Cuba, através de um acordo com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas).
O rompimento do acordo de cooperação, em novembro passado, foi uma iniciativa de Cuba, em resposta às críticas feitas pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro, que chegou a comparar os profissionais cubanos que atuavam no país a escravos.
Calcula-se que cerca de 2 mil médicos cubanos que optaram por permanecer no Brasil, apesar de estarem fora do programa, poderiam voltar a ser incluídos.
Desde a saída dos médicos cubanos, o governo brasileiro tem dificuldades para preencher as vagas, principalmente nas zonas rurais.
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