Mídia: Google e escritório de orçamento da Casa Branca buscam moratória da proibição sobre Huawei

2019-06-10 20:06:40丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 10 jun (Xinhua) -- O Google e o escritório de orçamento da Casa Branca estão entre as muitas companhias e organizações dos Estados Unidos que estão buscando adiar a proibição de fazerem negócios com a companhia tecnológica chinesa Huawei, segundo reportagem do Financial Times (FT).

O Google pediu para ser isento de qualquer proibição em relação a Huawei, advertindo a administração Trump que eles correrão o risco de colocar em risco a segurança nacional dos Estados Unidos se avançarem com as restrições de exportação contra a Huawei, noticiou o FT.

Os executivos do Google estão preocupados que as proibições forçarão a Huawei a desenvolver sua própria versão do Android. Eles dizem que uma "versão híbrida" do Android pode representar riscos de segurança, segundo a reportagem.

No mês passado, a administração Trump anunciou um novo conjunto de medidas visando a Huawei, incluindo dar ao Departamento de Comércio o poder para proibir a Huawei de vender equipamentos 5G nos Estados Unidos, assim como a proibição para as companhias americanas venderem seus produtos para a empresa chinesa.

Depois da proibição, o Google suspendeu seus negócios com a Huawei, impedindo seus equipamentos de atualizarem o Android. Desde então, porém, a administração concedeu um prazo de 90 dias para as companhias se ajustarem.

O escritório de orçamento a Casa Branca está tentando adiar a implementação de importantes cláusulas de uma lei que restringe os negócios do governo dos Estados Unidos com a Huawei, segundo uma reportagem na versão do domingo do Wall Street Journal.

A proibição pode levar a um "redução drástica" no número de empresas que podem fornecer ao governo, afetando as empresas dos Estados Unidos nas áreas rurais onde os equipamentos da Huawei são populares, escreveu Russell T. Vought, diretor interino do Escritório de Administração e Orçamento, em cartas para o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e nove congressistas do país.

Vought pediu que as restrições às agências dos Estados Unidos e beneficiários de doações e créditos federais tenham efeito apenas quatro anos depois da aprovação do Projeto da Lei de Autorização da Defesa Nacional (NDAA, em inglês), em vez dos atuais dois anos, a fim de dar tempo às companhias afetadas para responder ao projeto.

O NDAA, assinado pelo presidente Donald Trump no ano passado, inclui uma proibição às agências dos Estados Unidos e beneficiários de doações e créditos federais de fazerem negócios com empresas chinesas ou com fornecedores que façam uso substancial dos produtos dessas empresas.

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