(Cinturão e Rota) Especial: Especialista brasileiro apela por melhor entendimento sobre China e ICR
Rio de janeiro, 25 abr (Xinhua) -- Evandro Carvalho, de 43 anos, gosta de passear no Jardim Botânico do Rio de Janeiro de tempos em tempos e, sempre que vai para lá, fica por um bom tempo perto de uma árvore do chá específica.
Entre todos os tipos de plantas do jardim, Carvalho considera a árvore de chá extremamente atraente, pois lhe faz lembrar de uma das primeiras interações entre o Brasil e a China no começo do século XIX.
"O rei ... convidou os chineses ... para vir ao Brasil cultivar o chá. Isso aconteceu em 1812, marcando o começo da relação entre os dois países", lembrou Carvalho.
Carvalho, um prestigiado professor de direito internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV), maior centro de pesquisa do Brasil, iniciou seus estudos sobre a China aos 30 anos. Desde então, ele tem se dedicado a introduzir uma China em desenvolvimento para a sociedade brasileira.
A idéia da velha geração sobre a China "está muito longe do que a China se tornou hoje", por isso, ele sentiu a necessidade de ajudar os brasileiros a entender melhor o país asiático, disse Carvalho.
Em 2013, Carvalho decidiu ir para a China e tornou-se professor visitante no Centro de Estudos do BRICS da Universidade Fudan, em Shanghai. Três anos depois, ele retornou ao Brasil e ingressou na FGV, onde concentra seus estudos sobre a China e a proposta da Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR).
Em 2018, Carvalho se tornou editor-chefe executivo da China Hoje, a primeira revista mensal em português sobre assuntos atuais na China. Ele também se engajou no ensino de jovens brasileiros sobre a China na Faculdade de Direito da FGV.
"Jovens brasileiros ... estão muito interessados em saber mais sobre a China. Mas a falta de conhecimento sobre o país ainda é enorme", disse ele.
"Quando mencionei ... o Cinturão e Rota, poucos ... sabiam do que se tratava", acrescentou.
Aos olhos de Carvalho, é importante reconhecer o papel da China no avanço do desenvolvimento do Brasil, da América do Sul e do mundo em geral, especialmente no âmbito da ICR.
Eis a razão por que ele decidiu usar uma imagem do pavilhão chinês localizada na plataforma panorâmica do Parque Nacional da Tijuca como a capa da última edição de sua revista, para lembrar as pessoas da origem das relações sino-brasileiras e reconhecer a contribuição chinesa para os países sul-americanos.
"A China é o primeiro (maior) parceiro comercial do Brasil, sendo atualmente os dois os principais investidores. A China é a segunda economia mais importante do mundo e (um) país muito importante para muitos outros países", observou.
Nos últimos anos, Carvalho tem se comprometido a promover a ICR no Brasil. Em 2018, ele começou a produzir a série de vídeos "Wenyong fala sobre a China" - parcialmente derivada do seu nome chinês, Gao Wenyong - e até o momento seis episódios já foram lançados.
No último episódio, ele convidou um especialista brasileiro em comércio para falar sobre a cooperação sino-brasileira sob a ICR.
A China é "aberta, moderna, orientada pela inovação ... e é baseada em uma governança eficiente e pragmática", disse Carvalho.
Durante o ano passado, o acadêmico viajou entre o Brasil e a China por muitas vezes, explicando as políticas da China para instituições brasileiras, fornecendo assessoria jurídica a empresas chinesas e traduzindo livros chineses sobre economia, direito e cultura ao longo do caminho.
A palavra "Rio", da cidade do Rio de Janeiro, significa rio, disse Carvalho, acrescentando que a cidade, como diz seu nome, "poderia desempenhar um papel como uma porta para conectar o Brasil e a Iniciativa do Cinturão e Rota".
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