Relíquias culturais chinesas repatriadas da Itália estão em exposição

2019-04-25 10:11:48丨portuguese.xinhuanet.com

CHINA-BEIJING-RETURNED CULTURAL RELICS-DISPLAY (CN)

(Xinhua/Li He)

Beijing, 25 abr (Xinhua) -- As relíquias culturais chinesas repatriadas da Itália estão em exibição no Museu Nacional da China em Beijing, a partir da quarta-feira.

A exposição, intitulada "A Jornada de Volta para Pátria", exibe mais de 700 peças de artefatos chineses devolvidos, incluindo um pote de cerâmica pintada da Dinastia de Han Ocidental (202 a.C.- 8 d.C.), uma estatueta colorida de cerâmica de camelo da Dinastia Tang (618- 907) e uma tigela de vidro branco da Dinastia Song (960-1279).

China e Itália realizaram a troca dos certificados relacionados ao retorno de 796 relíquias culturais chinesas em 23 de março. Esses artefatos chineses chegaram a Beijing em 10 de abril.

Trata-se do maior lote devolvido de relíquias culturais chinesas perdidas em quase 20 anos, segundo Luo Shugang, ministro da Cultura e Turismo da China.

Os artefatos foram encontrados ocasionalmente e identificados pela primeira vez por uma unidade de Carabinieri, ou a gendarmaria nacional da Itália, no mercado de leilão de relíquias locais em 2007, que foi seguido por um julgamento judicial interno.

A maioria dos artefatos foi descoberta na China e enviada a Itália sem autorização legal de saída. Em conformidade com as convenções internacionais relevantes, a China solicitou à Itália que devolvesse os artefatos.

A Corte da Cidade de Milão, na Itália, confirmou a posse do governo chinês dos artefatos culturais em 2014 e tomou a decisão final de devolver os 796 artefatos à China em novembro de 2018.

De acordo com Lyu Chenglong, um arqueólogo do Museu do Palácio, algumas antiguidades datam da Era Neolítica e fornecem ricas evidências para a pesquisa histórica da antiga China.

"As estatuetas de cerâmica de camelos, cavalos e humanos da Dinastia Tang contêm informações importantes sobre as trocas culturais entre o Oriente e o Ocidente nos tempos antigos", disse ele.

A exposição ficará em cartaz até 30 de junho.

China e Itália iniciaram os intercâmbios em arqueologia, relíquias culturais e museus na década de 1980, e vêm trabalhando no retorno de relíquias culturais chinesas com colaboração judicial, diplomática, além de outras na última década.

A China também tem impulsionado a legislação relativa à proteção de relíquias culturais e combatendo as violações das leis relevantes nas últimas décadas.

Mais de 5 mil relíquias culturais chinesas foram repatriadas de países como Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Reino Unido e Estados Unidos, graças aos esforços da China, que incluem a cooperação policial com outros países, ações judiciais e negociações.

Tomando o retorno dessas relíquias culturais como ponto de partida, a China e a Itália irão melhorar suas negociações, coordenação política e cooperação de aplicação da lei e promover cooperações múltiplas em relação à proteção de relíquias culturais, disse Guan Qiang, vice-chefe da Administração Estatal de Patrimônio Cultural.

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