Gêmeos siameses iemenitas morrem aguardando transferência para cirurgia no exterior

2019-02-11 15:02:16丨portuguese.xinhuanet.com

Saná, 9 fev (Xinhua) -- Os gêmeos siameses recém-nascidos na capital do Iêmen, Saná, morreram no sábado enquanto esperavam para serem transferidos para o exterior para uma cirurgia que salvaria suas vidas, disseram autoridades de saúde do Iêmen em um comunicado.

Na quarta-feira, a Arábia Saudita disse que estava fazendo "arranjos para transferir os gêmeos de Saná para o reino o mais rápido possível" para receber tratamento, já que a coalizão militar liderada pelos sauditas que está combatendo os rebeldes Houthi tem bloqueado todos os voos civis de e para Saná desde 2015.

No entanto, Faisal al-Babily, o médico dos gêmeos, disse à Xinhua que o hospital "ainda não recebeu nenhuma resposta das Nações Unidas ou dos países da coalizão liderada pela Arábia Saudita para transportar os meninos que podem morrer nos próximos minutos".

"A saúde dos gêmeos piorou e eles estão dando seu último suspiro", disse al-Babily, também chefe do hospital de Pediatria do al-Thawra, onde os bebês de duas semanas, Abdulrahman e Abdulrahim al-Haymi morreram.

"Desde o nascimento dos gêmeos, repetimos nossos apelos às Nações Unidas, organizações internacionais e aos países da coalizão liderada pela Arábia Saudita para ajudar imediatamente a permitir a evacuação dos gêmeos para qualquer centro médico no exterior para tratamento urgente", ele lamentou.

Autoridades locais de saúde culparam a coalizão liderada pela Arábia Saudita pela morte "trágica" dos gêmeos siameses, apelando à pressão internacional sobre a coalizão para que termine imediatamente seu bloqueio no aeroporto de Saná.

Compartilhando um fígado e um rim e corações e cabeças separados, os gêmeos lutavam para sobreviver por mais de quinze dias desde o nascimento.

No entanto, o país devastado pela guerra não poderia fornecer nenhuma ajuda, já que seu sistema de saúde entrou em colapso por causa dos ataques aéreos e batalhas terrestres.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos lideraram uma coalizão militar árabe que interveio no Iêmen em 2015 para apoiar o governo do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi depois que os rebeldes Houthi o forçaram ao exílio e tomaram grande parte do norte do país, incluindo Saná.

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