Xiaomi lança marca independente Redmi em meio à globalização

2019-01-11 20:25:54丨portuguese.xinhuanet.com

Beijing, 11 jan (Xinhua) -- A gigante tecnológica chinesa Xiaomi transformou uma das suas séries de smartphone em uma marca independente, sendo parte de seus mais recentes esforços para aumentar sua competitividade e expandir no mercado exterior.

A Redmi, uma linha de smartphones lançada pela primeira vez em meados de 2013, vai focar no mercado de comércio eletrônico e buscar uma alta relação de custo-benefício. A nova linha irá operar de forma independente e competirá com a Xiaomi, que a partir de agora se concentrará em celulares de gama média a superior, de acordo com um comunicado da empresa.

Cerca de 278 milhões de smartphones da série Redmi foram vendidos globalmente até o terceiro trimestre de 2018 graças a qualidade e preços acessíveis de seus produtos que geralmente não custam mais que mil yuans (US$ 147,3), segundo Lei Jun, fundador e CEO da Xiaomi.

"A Redmi continuará focando na pesquisa e desenvolvimento de smartphones extremamente atrativos em custo, com qualidade superior e acelerando o ritmo da expansão global", disse Lei.

Um novo modelo de smartphone da Redmi também foi lançado na quinta-feira. Sendo o primeiro produto dessa nova marca, o preço de venda do Redmi Note 7 é de 999 yuans e se caracteriza por uma tela de 6,3 polegadas com 48 milhões de pixéis físicos, um detonador infra-vermelho para controlar os eletrodomésticos e um período de garantia de 18 meses, o maior dentro do mercado continental chinês.

O novo smartphone também será vendido na loja dentro da plataforma de compartilhamento de pequenos vídeos popular Douyin para atrair mais consumidores jovens.

A ação da Xiaomi de adotar uma estratégia de desenvolvimento com duas marcas surgiu após o mercado de smartphones da China apresentar um desempenho desanimador no ano passado. O número de entregas de produtos caiu 15,5% em 2018 para 390 milhões de unidades, mostraram os dados da Academia Chinesa da Informação e Tecnologia de Comunicações.

O fabricante de smartphones anunciou no final de outubro do ano passado que o volume de entrega bateu um recorde de 100 milhões de unidades, superando a meta anual dois meses antes do previsto.

A rápida globalização tem contribuído para o sucesso de vendas da companhia. As receitas dos seus mais de 80 mercados no exterior aumentaram 112,7% em termos anuais no segundo trimestre de 2018, respondendo por 43,9% de sua receita total, segundo Lei, que estabeleceu como objetivo investir no mercado europeu em particular em 2019.

A Xiaomi abriu capital em Hong Kong em julho do ano passado como a primeira empresa a emitir suas ações na Bolsa de Valores de Hong Kong após a aprovação de uma regra que permite a estrutura acionária de dupla classe.

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