Pesquisadores encontram nova estratégia para reduzir resistência aos antibióticos

2019-01-11 16:20:36丨portuguese.xinhuanet.com

Chicago, 10 jan (Xinhua) -- Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, descobriram um passo fundamental na transmissão da resistência aos antibióticos de uma bactéria Acinetobacter para outra, abrindo assim uma nova estratégia para guarantir a capacidade de tratar infecções bacterianas com antibióticos.

As cepas de Acinetobacter carregam os códigos genéticos para a resistência a drogas em pequenas moléculas de DNA chamadas plasmídeos que vêm em dois tamanhos. Os grandes plasmídeos, que são propensos a acumular cada vez mais genes de resistência a antibióticos, carregam as instruções genéticas para construir um apêndice semelhante à uma agulha para inserir cópias de si mesmos em bactérias próximas. Pequenos plasmídeos, que contêm genes de resistência contra um único mas importante grupo de antibióticos conhecidos como carbapenems, não possuem suas próprias ferramentas de distribuição para que invadam novas bactérias, se acoplando com os grandes plasmídeos.

Os pesquisadores fizeram mutações nos plasmídeos para descobrir como eles contornam tais defesas bacterianas, e descobriram que os plasmídeos desativam os sistemas de auto-defesa das bactérias, de modo que os plasmídeos podem injetar cópias de si mesmos, para as bactérias vizinhas, conferindo resistência às drogas às bactérias involuntárias vizinhas. Ao forçar as bactérias em que residem a baixar suas defesas, o plasmídeo garante que as bactérias próximas não sejam mortas antes que os plasmídeos possam infectá-las.

Os pesquisadores também descobriram que os plasmídeos mutantes para que não pudessem interferir com as defesas das bactérias, ou mutando as bactérias para que as defesas não pudessem ser baixadas, impediram que os plasmídeos se espalhassem.

Os resultados fornecem uma nova abertura para interromper a propagação da resistência às drogas. Como os genes envolvidos foram identificados, os pesquisadores agora têm que encontrar compostos que impeçam os plasmídeos de interromper os sistemas de defesa bacteriana.

"Se encontrarmos novos antibióticos, as bactérias voltarão a ser resistentes", disse o autor sênior Mario Feldman, Professor Associado de Microbiologia Molecular da Universidade. "Precisamos encontrar terapias que não matem as bactérias, mas evitem que elas se tornem resistentes às drogas, para que possamos continuar a usar nossos antibióticos no futuro."

Os resultados foram publicados online na quarta-feira nos Anais da Academia Nacional de Ciências.

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