Bolsonaro escolhe advogada evangélica para Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

2018-12-07 13:45:23丨portuguese.xinhuanet.com

Brasília, 7 dez (Xinhua) -- O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, escolheu a advogada e pastora evangélica Damares Alves para assumir o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo que iniciará em 1º de janeiro.

O nome foi anunciado nesta quinta-feira pelo ministro extraordinário da transição, Onix Lorenzoni, que será o chefe da Casa Civil do futuro governo.

Assessora parlamentar do senador Magno Malta, do Partido da República (PR) e um dos mais ativos nomes da bancada evangélica, Damares Alves, que nunca teve nenhuma experiência de gestão em cargos públicos, comandará a pasta que será criada por Bolsonaro, a partir de janeiro.

O novo ministério também agregará a Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pela demarcação das terras indígenas e pelas políticas dirigidas a esses povos.

Damares Alves é a segunda mulher nomeada para ocupar um lugar no alto escalão do governo. A outra é a deputada Tereza Cristina Correia da Costa, do Partido Democratas (DEM), que será ministra da Agricultura.

Após o anúncio, Alves afirmou que terá como prioridades as políticas públicas para as mulheres e um pacto nacional pela infância.

"A pasta é muito grande, muito ampla e agora estamos incluindo a Funai. Vamos dar protagonismo às políticas públicas que ainda não chegaram até as mulheres e para as mulheres que ainda não foram alcançadas pelas políticas públicas", afirmou.

Segundo a futura ministra, a prioridade será para a "mulher ribeirinha, a mulher pescadora, a mulher catadora de caranguejos, a quebradora de coco".

"Na questão da infância, vamos dar uma atenção especial, porque também teremos a Secretariada Infância na pasta e o objetivo é propor à Nação um grande pacto pela infância", disse.

Alves negou que as dificuldades e controvérsias que envolvem a Funai serão problemas. "Funai não é problema, índio não é problema. Funai não é problema neste governo. O presidente só estava esperando o melhor lugar para colocar a Funai", declarou.

"Nós entendemos que esse lugar é o Ministério dos Direitos Humanos porque índio é gente, o índio necessita ser visto de uma forma como um todo. Índio não é só terra, índio também é gente", afirmou.

Na manhã de quinta-feira, indígenas de várias etnias, vinculados à Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), estiveram no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição para protestar contra a retirada da Funai do Ministério da Justiça.

Segundo os indígenas, a manutenção da autarquia na pasta da Justiça daria mais segurança à defesa dos seus direitos. Fim

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