Gabinete do presidente francês se recusa a comentar tweets irônicos de Trump

2018-12-07 11:11:02丨portuguese.xinhuanet.com

Paris, 5 dez (Xinhua) -- O gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, recusou-se a comentar na quarta-feira os tweets do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, zombando de Macron por ter retirado o aumento do imposto sobre combustíveis, informou a rádio estatal France Info.

Solicitado a comentar, o Eliseu disse que não tinha nada a dizer sobre os tweets, segundo o relatório de rádio. "Nenhum comentário", afirmou uma fonte do gabinete do presidente.

Na noite de terça-feira, Trump twittou "Fico feliz que meu amigo Emmanuel Macron e os manifestantes em Paris concordaram com a conclusão à qual cheguei há dois anos”.

"O Acordo de Paris é fatalmente defeituoso porque eleva o preço da energia para os países responsáveis, ao mesmo tempo em que cauciona os piores poluidores", acrescentou.

O tweet de Trump veio depois que Macron, que prometeu "tornar nosso planeta grande novamente", recuou em seus planos de aumentar os impostos sobre combustíveis, o que ele disse ser necessário para promover a transição energética e proteger o meio ambiente.

O primeiro recuo de Macron em uma política importante desde que assumiu o poder em 2017 veio depois que os protestos pelas cidades francesas, principalmente em Paris, se tornaram particularmente violentos no fim de semana, com o arco do Triunfo e avenidas de Champs Elysées vandalizados.

Em uma recente entrevista na televisão, o presidente francês enfatizou que "eu não faço política ou diplomacia via tweets". Seu comentário foi em resposta à série de tweets de Trump em novembro, em que ele zombava de Macron sobre seu índice de aprovação "muito baixo" e criticou sua receita para a cooperação de defesa da Europa e o comércio global.

"Não terei um debate com o presidente dos Estados Unidos por meio de tweets", disse ele, acrescentando que Trump "está fazendo isso pela política americana".

Macron deixou claras suas diferenças com Trump notavelmente sobre mudanças climáticas, acordos nucleares e nacionalismo. Ao mesmo tempo, ele desenvolveu um forte relacionamento com o presidente dos EUA em uma época em que muitos líderes europeus parecem estar mantendo distância.

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