Netanyahu fala com secretário-geral da ONU sobre operação contra túneis do Hezbollah

2018-12-06 16:58:21丨portuguese.xinhuanet.com

Jerusalém, 5 dez (Xinhua) -- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, falou na quarta-feira por telefone com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre a operação de Israel para localizar e destruir túneis transnacionais escavados pela milícia Hezbollah, baseada no Líbano.

O gabinete do primeiro-ministro divulgou uma declaração dizendo que ele disse ao secretário-geral que vê "com a máxima gravidade a violação flagrante da soberania israelense", que os túneis causaram.

Ele acrescentou que os túneis, alguns deles cruzando do sul do Líbano dentro do norte de Israel, são uma "violação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU". A resolução de 2006 pede a cessação de todos os ataques armados do Hezbollah.

Ele acusou que isso era "uma parte adicional da agressão do Irã na região".

Durante o telefonema, Netanyahu atualizou Guterres sobre os detalhes da operação "Northern Shield" (Escudo do Norte, em inglês), que o exército israelense lançou na terça-feira, e instou as Nações Unidas a condenarem veementemente "a violação da soberania de Israel".

Netanyahu também disse a Guterres que a comunidade internacional "deve se unir à exigência de impor mais sanções ao Hezbollah após os eventos".

Segundo Israel, os túneis foram construídos pelo Hezbollah para realizar um ataque em larga escala contra Israel.

Na terça-feira, o Exército disse ter descoberto um túnel que vai da vila de Kafr Kila, no sul do Líbano, até a cidade de Metula, no norte de Israel.

Segundo Netanyahu, o Hezbollah planejava usar o túnel para inserir seu combatente em Israel e ocupar um grupo da Galiléia.

Também na quarta-feira, o presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, disse durante uma reunião com as Forças Interinas das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, na sigla em inglês), a força de paz da ONU, que Israel não forneceu provas para túneis transfronteiriços.

O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, não comentou a operação.

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