Brasil abre as portas para investimentos em Agronegócios

2018-11-07 14:48:20丨portuguese.xinhuanet.com

Por Luiz Tasso Neto e Wang Lu

Shanghai, 7 nov (Xinhua) - "O Brasil é e será sempre um país confiável ao mercado agrícola, ao mercado de alimentos para os chineses". Foi neste tom tranquilizador que o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi, abriu o fórum de investimentos e casamento de negócios "Invest in Brasil", realizado nesta terça-feira em Shanghai, paralelamente à Exposição Internacional de Importação da China (EIIC 2018).

Maggi ressaltou que o país tem uma tradição muito grande de dar continuidade a seus negócios independentemente. "Eu quero comemorar e dizer com toda tranquilidade que os negócios entre Brasil e China não só vão continuar como vão aumentar. E nós faremos isso com cada vez mais transparência e amizade. Nós temos construído um diálogo cada vez mais profícuo entre os dois países de respeito mútuo e de confiança".

O ministro lembrou que o Brasil é responsável por 20,7% do mercado chinês de importação de produtos agrícolas. Blairo Maggi apontou ainda que esse número deve aumentar este ano, especialmente por conta das disputas comerciais entre China e Estados Unidos que levaram a uma maior compra por parte dos chineses da soja brasileira em detrimento da americana, tradicionalmente importada.

Fazendo uma projeção, o político brasileiro disse que a produção do Brasil deve crescer 27% nos próximos 10 anos, consolidando ainda mais a posição como um dos maiores produtores mundiais do setor de agronegócios. E, por isso, ele apontou a importância de o governo brasileiro, em parceria com os governos de outros países, especificamente neste caso o governo chinês, criar as condições necessárias para que os empresários possam fazer negócios.

Elogiando a atuação dos órgãos brasileiros relacionados a exportação e importação, Maggi salientou que o governo não pode ignorar os problemas dos investidores. Caso haja algum, a seu ver, o governo tem que prontamente agir para tentar resolver da melhor maneira possível para proteger os interesses de ambos os lados. Ele destacou a importância de um trabalho contínuo para que os resultados sejam cada vez melhores e fez uma comparação. "Comércio é igual à agricultura: tem que preparar o solo, tem que semear, tem que cuidar, regar, crescer, para depois colher".

O evento "Invest in Brasil: Roundtable and Matchmaking Agribusiness" é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e já passou por Cingapura, Abu Dhabi e Japão. O objetivo é atrair investimentos de alta qualidade ao agronegócio do país. O presidente da entidade e ex-embaixador do país na China, Roberto Jaguaribe, destacou que as necessidades da China casam com o potencial do Brasil. "A China, em função de sua grande população, apesar de ser um país muito rico em agricultura, em energia, em minérios, tem demandas internas incontornáveis e entre essas se encontra a demanda de alimentos. E o Brasil, incontornavelmente, é o país mais bem situado no mundo para suprir essas demandas que a China tem. Isso se dá em função da nossa dimensão, da nossa capacidade produtiva, capacidade de ampliação com agilidade de nossa capacidade produtiva, da extraordinária sustentabilidade da agricultura brasileira".

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