RESUMO: Médicos vetam Bolsonaro para fazer campanha e participar de debates na disputa pelo segundo turno das eleições

2018-10-11 16:24:29丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 10 out (Xinhua) -- Os médicos que acompanham a evolução do candidato à Presidência do Brasil Jair Bolsonaro, atacado a faca no dia 6 de setembro, afirmaram nesta quarta-feira que ele sofre de anemia e ainda não está liberado para realizar atos de campanha e participar de debates na disputa pelo segundo turno das eleições.

Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), foi submetido a uma nova avaliação médica, na manhã desta quarta-feira em sua casa na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, realizada pelo cirurgião Antônio Luiz Bonsucesso Macedo e o cardiologista Leandro Echenique.

"Ele perdeu 15 quilos de massa muscular e ainda está fraco. Ele precisa de uma dieta de recuperação proteica", disse Echenique aos jornalistas, ressaltando que na próxima quinta-feira Bolsonaro deve ir ao hospital Albert Einstein, em São Paulo, e provavelmente será liberado para campanha e debates.

"Ele não tem mais infusão de ferro na veia, como estava sendo feito, não tem mais antibiótico na veia, não está mais com o 'homecare' do Einstein o tempo todo, que nós temos mantido. Então, ele vai fazer uma intensa reposição nutricional e fisioterapia e, com certeza, pelo que nós conhecemos dele, quinta-feira que vem vamos liberá-lo para tudo que for necessário", garantiu o cirurgião Antônio Macedo.

O primeiro debate entre os presidenciáveis estava previsto para essa sexta-feira, na TV Band, mas a assessoria do candidato do PSL confirmou que ele não participará.

Ao tomar conhecimento das restrições dos médicos, seu adversário Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), declarou que estaria disposto a "ir na enfermaria em que ele estiver" para "debater o Brasil". "Eu vou até uma enfermaria, na boa, fazer o debate porque nós temos que passar a limpo muita coisa", disse o petista a jornalistas estrangeiros em São Paulo.

Haddad disse ainda que não pretende estressar Bolsonaro nos debates. "Ele falou que não quer se estressar, eu não vou estressar ele. Vou falar da forma mais calma possível. Vou falar docemente. Não altero a voz. Nem olho para ele se ele ficar com muito receio. Faço o que ele quiser para ele falar o que ele pensa e debater o país. Com assistência médica, enfermaria, em qualquer ambiente".

Após as declarações de Haddad, Bolsonaro usou sua conta no Twitter no início da tarde desta quarta para responder ao adversário. "Calma que sua hora vai chegar, marmita de corrupto preso", escreveu o candidato do PSL.

O candidato da extrema direita foi atacado a faca no abdômen no dia 6 de setembro em Juiz de Fora (Estado de Minas Gerais, sudeste do país) por Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante.

Bolsonaro teve que ser operado com urgência e no dia seguinte foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde permaneceu internado até receber autorização para continuar o tratamento em casa, sendo proibido de fazer campanha nas ruas e participar de debates.

No entanto, foi liberado a usar as redes sociais para aparecer através de vídeos e entrevistas em casa, como a concedida à Rede Record, que foi transmitida no mesmo horário do debate com os outros presidenciáveis realizado pela TV Globo, três dias antes da eleição.

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