Bolsonaro lidera eleição brasileira, mas com alta taxa de rejeição

2018-09-12 16:25:57丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 10 set (Xinhua) -- Uma nova pesquisa divulgada na noite de segunda-feira mostra o candidato Jair Bolsonaro liderando a disputa presidencial no Brasil, mas também revelou uma alta taxa de rejeição se ele chegar ao segundo turno.

De acordo com a pesquisa divulgada pela consultoria Datafolha, Bolsonaro, do Partido Social Liberal, tem 24% das intenções de voto, contra 22% na pesquisa anterior, divulgada em 21 de agosto.

Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista, está em segundo lugar, acumulando 13% das intenções de voto, acima dos 10% anteriores.

Por outro lado, a candidata do Partido REDE, Marina Silva, perdeu eleitores, caindo de 16% para 11% das intenções de voto.

Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira, subiu de 9% para 10%. Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, que governou o Brasil de 2003 até o impeachment da presidente Dilma Rousseff, há dois anos, subiu de 4% para 9%.

Dado que a pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos, Marina Silva, Alckmin, Haddad e Ciro Gomes estão tecnicamente empatados em segundo lugar.

Até 15% dos entrevistados disseram que votarão nulo, de 22% na pesquisa anterior. A porcentagem de indecisos subiu de 6% para 7%.

Foi a primeira pesquisa do Datafolha depois que o Tribunal Eleitoral proibiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de concorrer. Fernando Haddad substituiu Lula na pesquisa.

Foi também a primeira pesquisa depois que Bolsonaro foi gravemente ferido por um ataque com faca, sendo submetido a uma cirurgia para reparar danos em seus intestinos.

Condenado veementemente por todos os outros candidatos à presidência, acredita-se que o ataque tenha levantado simpatia por Bolsonaro, aumentando sua já grande popularidade com um aumento de dois pontos na pesquisa.

No entanto, a pesquisa também mostrou que a vantagem de Bolsonaro não é ampla o suficiente para lhe dar uma vitória no primeiro turno. Além disso, a taxa de rejeição do candidato está fadada a causar problemas em um eventual segundo turno.

De acordo com o Datafolha, Bolsonaro tem uma taxa de rejeição de 43%, acima dos 39% da pesquisa anterior antes do ataque, enquanto nenhum dos outros candidatos tem taxas de rejeição acima de 30%.

Isso significa que Bolsonaro perde para quase todos os rivais nas simulações de segundo turno. Contra Marina Silva, ele perde de 43% contra 37%; contra Ciro Gomes, de 39% contra 35%; contra Geraldo Alckmin, de 43% contra 34%. Contra Fernando Haddad, Bolsonaro perde de 39% contra 38%, mas os dois estão tecnicamente empatados, dada a margem de erro da pesquisa.

A pesquisa foi realizada na segunda-feira, com 2.804 eleitores de 197 cidades de todo o Brasil.

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