Perfil: Fernando Haddad, o novo candidato à presidência do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores

2018-09-12 16:09:58丨portuguese.xinhuanet.com

Brasília, 11 set (Xinhua) -- O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad foi anunciado nesta terça-feira como candidato à Presidência do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em substituição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura foi impugnada por estar preso em segunda instância por suposta corrupção.

Dono de um perfil acadêmico e conhecido por um temperamento reflexivo, Haddad terá o desafio de capitalizar em apenas quatro semanas o forte apoio que Lula tinha nas pesquisas de intenção de voto.

Haddad nasceu em 25 de janeiro de 1963 no seio de uma família de comerciantes de origem libanesa, do bairro de Bom Retiro, região central de São Paulo.

Ingressou aos 18 anos na faculdade de direito da Universidade de São Paulo (USP), onde se graduou em 1985. Em seguida, concluiu o mestrado em Economia Política e concluiu o doutorado em Filosofia em 1996.

Foi professor de Teoria Política Contemporânea no Departamento de Ciência Política da USP, analista de investimentos do banco Unibanco e consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

Em 2001 assumiu a chefia de gabinete da secretaria municipal de finanças na gestão da prefeita paulista Marta Suplicy e dois anos depois se converteu em assessor especial do ministro do Planejamento, Guido Mantega.

Foi ministro da Educação nos governos de Lula e Dilma Rousseff, entre 2005 e 2012, e prefeito de São Paulo, a maior metrópole da América do Sul, entre 2013 e 2016.

Além da carreira acadêmica, Haddad é autor de cinco livros: "O Sistema Soviético e sua Decadência", "Em defesa do socialismo", "Desorganizando o consenso", "Sindicatos, cooperativas e socialismo", e "Trabalho e Linguagem para a Renovação do Socialismo".

O candidato do PT é casado com Ana Estela Haddad aos 25 anos e é pai de dois filhos, Carolina e Federico.

Haddad se tornou o favorito para substituir Lula desde que assumiu a coordenação do programa de governo da candidatura do PT.

O outro nome que chegou a ser considerado como opção pelo PT, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, foi lançado como candidato ao Senado.

Nas poucas aparições nos grandes meios de comunicação no decorrer da campanha até agora, Haddad disse que o projeto petista é "vamos resgatar o Brasil para os brasileiros".

"Desde a eleição de 2014, com toda a sabotagem feita contra o país, a vida do brasileiro piorou. Não precisamos disso. Por 12 anos, governamos um país que teve êxito, um projeto tão bem encaminhado na figura do presidente Lula", afirmou em uma entrevista à Rede TV no último fim de semana.

Em abril, quando Lula foi preso, Haddad renovou sua filiação à Ordem dos Advogados do Brasil a fim de integrar formalmente a defesa do ex-presidente e poder visitá-lo em Curitiba para receber orientações políticas.

Na última pesquisa eleitoral divulgada na noite de segunda-feira pelo instituto Datafolha, Haddad dobrou o percentual, passando de 4 para 9%, em situação de empate técnico com Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin e com um índice de rejeição de apenas 22%.

Embora o petista vá precisar de um grande crescimento para aspirar passar para o segundo turno, conta com a expectativa de herdar grande parte do apoio a Lula, que chegava a 38%.

Segundo a pesquisa, 49% dos entrevistados admitiram votar no candidato indicado por Lula, sendo que 33% votariam "com certeza" e 16% "poderiam votar".

O líder das pesquisas, agora sem Lula, o deputado da extrema direita Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), tem 26% das preferências, mantendo-se dentro da margem de erro da pesquisa anterior, apesar de ter sido vítima de um ataque a faca na quinta-feira passada, durante um ato de campanha na cidade de Juiz de Fora, estado de Minas Gerais.

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