Fórum de Cooperação China-África conecta Cinturão e Rota ao desenvolvimento africano
por Rafael Lima e Xun Wei
Beijing, 2 set (Xinhua) -- A Cúpula de Beijing 2018 do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) ocorrerá nos dias 3 e 4 de setembro. Esta edição pretende construir uma comunidade China-África ainda mais forte de futuro compartilhado, além de conectar ainda mais a iniciativa chinesa do Cinturão e Rota com o desenvolvimento do continente africano.
O presidente chinês, Xi Jinping, fará o discurso de abertura na segunda-feira e os líderes dos países africanos discursarão ao longo do dia.
Os laços sino-africanos têm se aprofundado, com o volume do comércio bilateral tendo saltado de US$ 10,6 bilhões em 2000 para US$ 170 bilhões no ano passado. Durante esse período, o investimento estrangeiro direto chinês na África cresceu de US$ 500 milhões para US$ 41 bilhões, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores da China.
Atualmente operam na África 10 mil empresas chinesas, das quais 90% são privadas e um terço atua na manufatura. Cerca de 85% de seus empregados são nativos. Dois terços dessas companhias oferecem programas de treinamento profissional para seus funcionários.
Em 2002, menos de 2 mil alunos africanos estudavam em universidades chinesas. Em 2015, esse número chegava a 50 mil. Segundo o Ministério da Educação da China, essa cifra é maior do que nos Estados Unidos ou Reino Unido. Na cúpula 2015 do FOCAC, a China ofereceu 30 mil bolsas de estudos para alunos africanos.
Segundo uma pesquisa realizada por um dos jornais mais importantes da China, o Diário do Povo, empresas chinesas estão envolvidas na construção de hidrelétricas em pelo menos 24 dos 54 países africanos.
Entretanto, os números não dizem tudo. O envolvimento da China na África tem deixado de se concentrar nos recursos naturais para se focar nos recursos humanos, transferência de tecnologia e desenvolvimento da capacidade.
Para tal, a cúpula do FOCAC deste ano terá como foco a Iniciativa do Cinturão e Rota, a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Agenda 2063 da União Africana e as estratégias de desenvolvimento dos países africanos. Para a China é um bom negócio, e para a África uma oportunidade ímpar de se desenvolver, gerar mais empregos e reduzir a pobreza.
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