Cúpula de Beijing ecoará o florescer da comunidade China-África de futuro compartilhado, diz diplomata chinês
Beijing, 1º set (Xinhua) -- A Cúpula de Beijing do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC, em inglês) emitirá uma forte voz anunciando a concretização da comunidade de destino compartilhado entre China e África, disse um diplomata veterano chinês.
Liu Guijin, ex-embaixador chinês no Zimbábue e na África do Sul e o primeiro representante especial do governo chinês sobre os assuntos africanos, fez tal comentário em uma entrevista para Xinhua antecedente à Cúpula de Beijing do FOCAC.
Liu, que dedicou 3 décadas aos assuntos africanos, disse que China e África sempre foram uma comunidade de destino.
"A África conta com o maior número de países em desenvolvimento, e a China é o maior país em desenvolvimento do mundo. Compartilhamos experiências e ideias similares, assim como interesses comuns", afirmou Liu.
Liu está convencido de que a cúpula irá proporcionar uma oportunidade para os países em desenvolvimento colaborarem melhor e compartilharem ideias para proteger a globalização e o livre comércio.
A cúpula será realizada nos dias 3 e 4 de setembro em Beijing, na qual serão anunciadas as prioridades e direções chave da cooperação sino-africana no futuro.
Liu disse que um dos pontos altos da cúpula de Beijing neste ano será como a China e África vincularão a Iniciativa do Cinturão e Rota com a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, a Agenda de 2063 da União Africana e as estratégias de desenvolvimento dos países africanos.
"A cúpula irá aprimorar o planejamento e o projeto de alto nível para expandir a cooperação política, econômica, de segurança, cultural e social", disse Liu.
Dados da alfândega indicaram que o volume de comércio entre a China e países africanos chegou a US$ 170 bilhões em 2017, 14,1% a mais ano a ano.
Ao longo de sua trajetória de décadas nas questões africanas, Liu presenciou e participou do desenvolvimento das relações China-África e da evolução do FOCAC.
O FOCAC foi estabelecido em 2000. Até junho de 2018, o número de membros expandiu para incluir a China, 53 países africanos que têm relações diplomáticas com a China e a Comissão da União Africana, segundo o site do FOCAC.
O FOCAC teve duas cúpulas de líderes da China e de países africanos, uma em Beijing em 2006 e outra em Joanesburgo em 2015.
Em resposta ao criticismo sobre a política da China em relação à África, Liu sublinhou que seu país sempre defendeu uma relação igualitária e de benefício recíproco com a África e o desenvolvimento conjunto.
"Nossa política para com a África nunca mudou. A China considera a África um continente repleto de oportunidades e potencial e não uma "terra a deus dará", disse Liu.
Liu reiterou que a China nunca interferirá nos assuntos internos de qualquer país africano e que jamais teve qualquer ambição geopolítica.
Ele também sublinhou que a China ajudou a África sincera e honestamente, e que a cooperação entre sino-africana é benéfica para todos.


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