Brasil terá 13 candidatos a presidente nas eleições de outubro

2018-08-07 17:09:55丨portuguese.xinhuanet.com

Brasília, 6 ago (Xinhua) -- O Brasil terá 13 candidatos a presidente nas eleições de outubro, segundo o resultado das convenções partidárias concluídas nesse fim de semana, que definiram também o espectro das alianças.

Os partidos foram obrigados a antecipar o anúncio da formação das chapas visto que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que esta segunda-feira era o último dia para definir candidatos a presidente, vice-presidente, alianças e coalizões.

O prazo formal para o registro de candidaturas à presidência termina na quarta-feira 15 de agosto.

O primeiro turno das eleições será realizado em 7 de outubro e, caso nenhum candidato supere os 50% dos votos válidos, haverá um segundo turno em 28 de outubro entre os dois mais votados.

Lista dos candidatos presidenciais:

Luiz Inácio Lula da Silva - Partido dos Trabalhadores

Apesar de estar preso desde 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) foi confirmado como candidato do PT, acompanhado do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Caso a Justiça eleitoral vete a candidatura de Lula, o PT fez um acordo com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) para que a deputada Manuela D'ávila seja candidata a vice, com Haddad assumindo a candidatura a presidente.

A aliança conta com apoio do Partido da Causa Operária (PCO) e do Partido Republicano da Ordem Social (PROS).

Durante a convenção do PT realizada este fim de semana, foi lida uma carta de Lula, na qual afirmou que "querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que lidera a preferência popular em todas as pesquisas".

Geraldo Alckmin - Partido da Social Democracia Brasileira

O PSDB confirmou a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que disputou o cargo em 2006, quando foi derrotado no segundo turno por Lula.

A senadora Ana Amélia, do Partido Progressista (PP), disputará a vice-presidência. A chapa conta ainda com o apoio de vários partidos de centro, como os Democratas (DEM), o Partido da República (PR), o Partido Republicano Brasileiro (PRB) e o Solidariedade.

Em seu primeiro discurso como candidato, Alckmin disse que quer ser presidente para unir o país e recuperar a "dignidade roubada" dos brasileiros. Defendeu a reforma política, a diminuição do tamanho do Estado e a simplificação tributária para desbloquear a economia.

Jair Bolsonaro - Partido Social Liberal

O deputado federal Jair Bolsonaro, ex-capitão do Exército, foi confirmado como candidato do PSL e terá como candidato a vice o general da reserva Hamilton Mourão, do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Bolsonaro adiantou que se for eleito, eliminará o ministério das Cidades e fundirá o da Fazenda com o Planejamento, bem como o da Agricultura com Meio Ambiente. O candidato, conhecido por suas posições de extrema direita, prometeu privatizar empresas estatais, liberalizar a economia e aumentar o orçamento da segurança pública.

Ciro Gomes - Partido Democrático Trabalhista

O PDT confirmou a candidatura do ex-ministro da Fazenda, e da Integração Nacional, e ex-governador do Ceará (nordeste), Ciro Gomes, que concorrerá ao cargo pela terceira vez. Em 1998 e 2002 foi candidato pelo Partido Popular Socialista. Sua vice-presidente será a senadora e ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu.

Gomes defende o fortalecimento da indústria nacional e do mercado interno, rechaça a privatização da petroleira Petrobras e das empresas públicas e promete revogar a reforma trabalhista aprovada durante o governo de Michel Temer.

Marina Silva - Rede Sustentabilidade

A ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora Marina Silva será candidata por seu partido Rede, acompanhada do médico sanitarista, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV).

Silva se comprometeu com as reformas da Previdência, tributária e política, que acabe com a reeleição e incentive candidaturas independentes. Se for eleita ,anunciou também que pretende fazer uma revisão dos "pontos draconianos" da reforma trabalhista.

Álvaro Dias - Podemos

O senador Álvaro Dias, do estado de Paraná (sul) foi escolhido pelo Podemos, acompanhado pelo ex-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, como candidato a vice-presidente.

Integram a coalizão encabeçada pelo Podemos o Partido Social Cristão (PSC), o Partido Trabalhista Cristão (PTC) e o Partido Republicano Progressista (PRP).

Em seu primeiro discurso como candidato, Dias anunciou que se for eleito, vai convidar o juiz Sergio Moro, da Lava Jato, para ministro da Justiça e repetiu a promessa de "refundar a República".

Henrique Meirelles - Movimento Democrático Brasileiro

O MDB do presidente Michel Temer confirmou em 2 de agosto a candidatura de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central no governo Lula e ex-ministro da Fazenda de Temer e anunciou que Germano Rigotto, ex-governador de Rio Grande do Sul, também do MSB, será o vice da chapa.

Henrique Meirelles destacou como prioridades investimentos em infraestrutura, saúde e segurança pública. Para gerar empregos, Meirelles disse que pretende resgatar a política econômica, atrair investimentos e concretizar a reforma da Previdência Social.

Guillermo Boulos - Partido Socialismo e Liberdade

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores SemTeto (MTST), Guillerme Boulos, foi lançado em 21 de julho como candidato do PSOL, acompanhado por Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente.

Boulos destacou que vai defender o direito ao aborto, a desmilitarização da polícia, retomará os investimentos públicos, taxará as grandes fortunas, fará uma reforma tributária e determinará a ocupação de imóveis vazios para convertê-los em habitações.

João Dionisio Amoedo - Partido Novo

O empresário João Dionisio Amoedo será candidato pelo PN, acompanhado do cientista político Christian Lohbauer para a vice-presidência. Entre suas principais propostas estão equilibrar as contas públicas, acabar com privilégios de determinadas categorias profissionais, melhorar a educação básica e atuar fortemente na segurança.

Cabo Daciolo - Patriota

O Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, conhecido como Cabo Daciolo, e de Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido, como candidata a vice-presidente.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar como áreas essenciais para crescimento do país. Em discurso durante a convenção do partido, Daciolo se disse contrário a legalização do aborto e à ideologia de gênero.

José Maria Eymael - Partido Democrata Cristão

Candidato pela quinta vez pelo PDC, terá como vice o pastor da Assembleia de Deus, Helvio Costa.

Suas propostas incluem política macroeconômica orientada a diminuir o custo do crédito ao setor produtivo, apoio e incentivo ao turismo, à valorização do agronegócio e apoio aos projetos dos pequenos e médios produtores rurais.

João Goulart Filho - Partido Pátria Livre

O filho do ex-presidente João Goulart (1961-1964), será o candidato do PPL, acompanhado do professor Léo Alves. Algumas de suas propostas são a redução drástica dos juros da dívida pública para dar condições ao Estado de investir no desenvolvimento social, o resgate da soberania, o controle das remessas de lucros das empresas estrangeiras e a revisão do conceito de segurança nacional.

Vera Lúcia - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)

O PSTU lançou a chapa Vera Lúcia - Hertz Dias, ambos militantes do partido. De acordo com Vera Lúcia, seu plano de governo prevê reforma agrária, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e um plano de obras públicas para atender às necessidades das classes trabalhadoras.

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