Dentistas emigrados portugueses duplicaram nos últimos 10 anos

2018-08-07 15:46:40丨portuguese.xinhuanet.com

Lisboa, 6 ago (Xinhua) -- O número de dentistas portugueses trabalhando no exterior duplicou nos últimos dez anos, num país que já tem quase o dobro de profissionais em comparação com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o estudo "Números da Ordem" para 2017, patrocinado pela Ordem dos Dentistas (OMD), Portugal, com uma população total de cerca de 10,29 milhões, atingiu no ano passado uma relação de um dentista para cada 1.033 habitantes, o que é praticamente o dobro do que é recomendado pela OMS.

"Note-se que há um aumento na emigração. Isso vem acontecendo há cerca de 15 anos, mas foi acentuado no período de crise econômica de 2008 e 2009", disse o presidente da OMD, Orlando Monteiro da Silva, em entrevista publicada pela agência de notícias portuguesa, Lusa, na segunda-feira.

O Reino Unido, França, Suíça e vários países da Escandinávia são os que atraem os dentistas portugueses, oferecendo melhores salários e condições profissionais.

Segundo dados da OMD, existem cerca de 1.500 a 2.000 dentistas portugueses que praticam no exterior.

"Por outro lado, em Portugal, é difícil para os dentistas encontrarem um emprego", afirmou o presidente, destacando "uma dificuldade crescente em ingressar no mercado de trabalho" em uma profissão que é essencialmente liberal e tem pouca expressão no Serviço de Saúde Nacional.

Em Portugal existem sete Faculdades de Medicina Odontológica, que todos os anos colocam entre 500 e 600 profissionais no mercado de trabalho.

"Com cerca de 10 mil dentistas ativos e mais de 2 mil médicos estrangeiros, esse número é claramente excessivo para as necessidades do país", afirmou Orlando Monteiro da Silva, lembrando que é importante que os candidatos ao Ensino Superior conheçam a realidade da profissão.

A OMD insiste na necessidade de o governo, juntamente com as faculdades, reduzir o número de pessoas que ingressam nos cursos de medicina odontológica, adaptando-a à demanda e às necessidades do país.

Com base no estudo "Números da Ordem", a OMD estima que a partir do próximo ano haja um dentista para menos de 1.000 habitantes, enquanto as recomendações da OMS estabelecem um dentista para cada 2.000 habitantes.

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