Empresa chilena usa tecnologia chinesa para desenvolver sacolas hidrossolúveis

2018-07-27 14:32:58丨portuguese.xinhuanet.com

Por Valentina Bastias Atias, Dang Qi

Santiago, 25 jul (Xinhua) -- Usando tecnologia chinesa, uma empresa chilena conseguiu fazer sacolas "não-plásticas" que se dissolvem rapidamente em água fria e não demoram centenas de anos para se desintegrar.

A fórmula econômica combina hidrogênio, carbono e um polímero sintético, não poluente, para produzir sacolas de supermercado, segundo a empresa Solubag.

"Trabalhamos com nosso parceiro na China, com o qual patenteamos a matéria-prima ou produto base, e depois um modelo de utilidade para os diferentes tipos de sacola para proteger nossa ideia e o conceito por trás dela, que é a solubilidade em água", o gerente geral da Solubag, Roberto Astete, disse à Xinhua após uma conferência de imprensa da empresa, na terça-feira.

Um modelo de utilidade, direito exclusivo concedido para uma invenção, geralmente envolve pequenas melhorias e adaptações de produtos existentes.

Astete e seu colega, Christian Olivares, começaram a experimentar alternativas para sacolas plásticas há vários anos e, em seguida, testaram suas descobertas na província de Guangdong, no sul da China, um centro tecnológico.

Lá, Astete estabeleceu uma conexão com a empresa chinesa de alta tecnologia Polye Materials e começou a cooperar com ela. "É uma das primeiras empresas a produzir esses materiais hidrossolúveis para sacolas plásticas e outros pacotes", disse Lydia Li, porta-voz da empresa.

Nos últimos anos, as duas empresas baixaram cinco vezes os custos de produção, permitindo-lhes oferecer o produto "a um preço competitivo".

A Solubag já está em negociações com duas grandes redes de supermercados da América Latina para iniciar a produção em massa.

A empresa também inventou uma sacola têxtil reutilizável que pode ser dissolvida em água quente, e espera começar a lançar 250 mil delas por dia para atender à demanda futura do mercado.

Enquanto isso, os dois parceiros tentam encontrar uma alternativa aos talheres e copos de plástico.

O Chile está prestes a se tornar o primeiro país sul-americano a retirar gradualmente as sacolas plásticas, já que seu tribunal constitucional ratificou um projeto de lei que proibe o uso de sacolas plásticas nos negócios no início de junho.

Uma vez que o presidente promulgue a lei, lojas e empresas terão de seis meses a um ano para parar de usar sacolas plásticas.

De acordo com a Associação Nacional de Indústrias de Plásticos, os chilenos usam uma média de 200 sacolas plásticas todos os anos, com o número total chegando a mais de 3 bilhões em todo o país.

Estudos mostram que os sacos de plástico são prejudiciais à vida selvagem, especialmente às aves. Tartarugas aparentemente não conseguem diferenciar entre uma sacola plástica no mar e um de seus alimentos básicos, a água-viva.

Cientistas dizem que até mesmo as pessoas estão ingerindo resíduos plásticos que se desintegram e vão parar no sal comum.

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