China importa mais de 30 mil toneladas de abacate da América Latina, comércio de frutas cresce

2018-07-16 11:53:37丨portuguese.xinhuanet.com

Shanghai, 16 jul (Xinhua) -- Os abacates costumavam ser uma fruta exótica e cara na China, mas não mais, graças ao aumento do comércio com a América Latina.

Em 2017, a China importou mais de 30 mil toneladas da fruta, mais de mil vezes a quantidade de 2011. Apesar do volume crescente, o preço caiu de cerca de 50 yuans (US$ 7,47) para 10 yuans (US$ 1,49) por unidade no mercado varejista chinês.

Vladimir Kocerha, conselheiro econômico e comercial do Peru em Shanghai, disse que o comércio de abacates se beneficiou pelas reduções tarifárias de importação na China e aumentos contínuos nas importações de frutas da América Latina.

A China importou 8.800 toneladas, 16.700 toneladas e 6.700 toneladas das frutas vindas do México, Chile e Peru no ano passado.

Entre os três países, o Chile lidera o comércio de abacates, porque garante uma produção estável e tarifa zero sob um acordo de livre comércio sino-chileno, de acordo com a Shanghai Supafresh Trading, um importador de frutas na China.

Segundo Kocerha, com o crescimento do comércio sino-peruano, as empresas chinesas de comércio e logística estão investindo mais no Peru, tornando a entrega de frutas mais conveniente. Os abacates peruanos podem chegar ao mercado chinês em cerca de uma semana via transporte aéreo, com custos de transporte mais baixos do que antes.

Ele disse que dezenas de milhares de peruanos estavam empregados no comércio de abacates. Com a fruta como "pioneira", o país espera exportar mais frutas e produtos de lã à China.

O aumento das exportações agrícolas deverá ajudar a criar 1,3 milhão de novos empregos no Peru em 2018, um aumento de 15% em relação ao ano passado, segundo a associação de exportação do país.

Em 2017, o comércio bilateral entre a China e o Peru ultrapassou US$ 20 bilhões pela primeira vez.

Além de abacates, as cerejas chilenas estão vendendo bem. A China importou 125 mil toneladas de cerejas chilenas na temporada em 2017 e 2018, um recorde, segundo a Associação de Exportadores de Frutas do Chile.

Hoje a China é o terceiro maior mercado de exportação da América Latina. As exportações à China representaram 10% do total das exportações da região em 2017, ante apenas 1% em 2000.

A carne bovina uruguaia, a cerveja mexicana e as laranjas brasileiras estão entre os produtos latino-americanos mais vendidos na China, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.

Juan Varilias Velasquez, presidente da Associação de Exportadores do Peru, assinalou que a Expo Internacional de Importação da China, que será realizada em novembro, é uma oportunidade que os países latino-americanos não queriam perder.

"Trazeremos as melhores amostras que temos do nosso país", disse.

Alexander Mora, ministro do Comércio Exterior da Costa Rica, informou que no ano de 2017, as exportações da Costa Rica à China cresceram 189%. O país está de olho no aumento das exportações com base nas necessidades dos consumidores em diferentes regiões da China.

Claude Sarrailh, presidente da Metro Jinjiang Cash & Carry Co. Ltd., com sede em Shanghai, afirmou que a empresa comprou principalmente de países europeus e do Leste Asiático, mas gostaria de introduzir mais produtos da América Latina para que os consumidores chineses tenham mais escolha.

Uma colaboração mais profunda entre a China e a América Latina está impulsionando o comércio, disse Sarrailh. A China estabeleceu zonas de livre comércio com o Chile, Peru e Costa Rica, e está atualizando acordos de livre comércio com países da América Latina.

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