Enviado da ONU chega a Áden para encontro com presidente do Iêmen sobre esforços de paz

2018-07-12 10:08:16丨portuguese.xinhuanet.com

O enviado da ONU ao Iêmen, Martin Griffiths (4º, e), fala com o presidente do Iêmen, Abdu-Rabbu Mansour Hadi (c), em Áden, Iêmen, em 10 de julho de 2018. O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen chegou na terça-feira à cidade portuária de Aden para discutir os esforços de paz em andamento com o presidente Abdu-Rabbu Mansour Hadi. (Xinhua/Ismail Rabidhy)

Áden, Iêmen, 10 jul (Xinhua) -- O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen chegou na terça-feira na cidade portuária de Aden, no sul do país, para discutir os esforços de paz em andamento com o presidente Abdu-Rabbu Mansour Hadi.

Em sua segunda viagem a Áden, Martin Griffiths se reunirá com o presidente Hadi e seus representantes do governo, em uma tentativa de impedir uma investida à cidade portuária de Hodeidah.

Um funcionário do governo disse à Xinhua que os Griffiths vão informar Hadi "sobre seus últimos esforços de paz e os resultados de suas reuniões com líderes Houthis em Sanaa".

O enviado da ONU está fazendo grandes esforços para evitar a escalada militar em Hodeidah, tentando trazer os rivais iemenitas de volta à mesa de negociação, em vez de confronto militar.

No mês passado, o presidente do Iêmen, Hadi, apoiado internacionalmente, recebeu o enviado da ONU em Áden e insistiu na retirada total dos rebeldes Houthi da estratégica cidade portuária de Hodeidah, como condição para um acordo de paz mediado pela ONU.

Em 4 de julho, Griffiths deixou a capital rebelde Sanaa após seu encontro com o líder Houthi, Abdul-Malik al-Houthi. Griffiths disse que a discussão foi "frutífera".

Em 13 de junho, a coalizão árabe liderada pelos sauditas, apoiando o governo internacionalmente reconhecido de Hadi, declarou um grande ataque para reconquistar Hodeidah e a costa ocidental iemenita do Mar Vermelho dos Houthis.

O governo iemenita e a Arábia Saudita acusaram repetidamente os Houthis de usar o porto para contrabandear armas iranianas. Tanto os Houthis quanto o Irã negaram a acusação.

Agências humanitárias alertaram sobre qualquer ataque ao porto, dizendo que isso levaria à maior catástrofe humanitária do mundo na história moderna.

Hodeidah é o ponto de entrada mais importante para alimentos e suprimentos básicos para as províncias do norte do Iêmen controladas por Houthis, incluindo a capital Sanaa.

Mais de 121 mil moradores fugiram da cidade devastada pela guerra de Hodeidah e de outras partes da província desde 1º de junho, informou a ONU nesta semana.

A coalizão interveio no conflito do Iêmen em março de 2015 para expulsar os rebeldes xiitas Houthi, aliados do Irã, e restabelecer Hadi.

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