Erdogan assume presidência e revela gabinete

2018-07-11 15:16:02丨portuguese.xinhuanet.com

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, posa para fotos com os novos membros do gabinete em Ancara, Turquia, no dia 9 de julho de 2018. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou os novos membros do gabinete horas depois que ele foi empossado na segunda-feira. (Xinhua/Palácio Presidencial Turco)

Ancara, 9 jul (Xinhua) -- Após a vitória eleitoral no mês passado, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, prestou juramento na segunda-feira e anunciou seu novo gabinete, marcando o início oficial de uma nova era na política turca.

RETORNANDO COM NOVOS PODERES

Após a tomada de posse no parlamento, a cerimônia de início de mandato de Erdogan ocorreu no palácio presidencial, com dezenas de chefes de estado estrangeiros e oficiais de alto escalão presentes no evento.

Os dignitários incluíram o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, um sinal dos fortes laços entre a Rússia e a Turquia, informou a agência estatal Anadolu.

"Hoje estamos começando de novo", disse Erdogan na cerimônia. "A Turquia está deixando para trás um sistema que custou ao país politicamente, socialmente e economicamente".

Ele disse que a Turquia iria mais longe em todas as áreas da nova era, incluindo democracia, direitos fundamentais, economia e grandes investimentos.

Erdogan prometeu "reforçar o estado social" na nova era e "deixar para trás os dias em que as pessoas foram exteriorizadas e alienadas por qualquer motivo".

O homem forte turco de 64 anos, que chegou ao poder como primeiro-ministro em 2003, venceu as eleições de 24 de junho, orientando a transição da Turquia para um sistema presidencial executivo aprovado em um referendo de 2017.

Sob o novo sistema, o presidente forma o governo e nomeia ministros, vice-presidentes e altos funcionários. Anteriormente, o primeiro ministro formava o governo tornando ministros determinados membros eleitos do parlamento.

GABINETE REDUZIDO PARA 16

Erdogan anunciou o novo gabinete horas depois que ele foi empossado. O número de ministérios sob o sistema presidencial foi reduzido de 26 para 16 e os que lidam com questões econômicas reduziram para três.

Múltiplos ministérios foram fundidos. O Ministério dos Assuntos da União Europeia foi integrado no Ministério das Relações Exteriores.

Paralelamente aos ministérios, nove conselhos que tratam de questões que vão desde a política social à segurança e política externa irão desenvolver, supervisionar e coordenar sugestões de políticas relevantes.

O genro de Erdogan, Berat Albayrak, ex-ministro da energia, foi nomeado ministro do Tesouro e Finanças, supervisionando a economia.

O ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, o ministro do Interior, Suleyman Soylu, e o ministro da Justiça, Abdulhamit Gul, mantiveram suas carteiras no novo gabinete.

O Chefe do Estado Maior General Hulusi Akar se juntou ao gabinete como ministro da Defesa.

Erdogan também indicou Fuat Oktay, um burocrata de alto escalão, como vice-presidente.

Observadores disseram que decisões difíceis sobre duas questões principais, a economia e a política externa, aguardam Erdogan.

Esses problemas estão inter-relacionados, disse o analista político e jornalista Serkan Demirtas à Xinhua. "Ambas são sobre as principais escolhas políticas do governo sobre como a Turquia se integra com o mundo exterior e como essas escolhas ajudarão a reparar sua imagem quebrada aos olhos da comunidade internacional", disse Demirtas.

Erdogan disse no sábado que abordaria "os problemas econômicos estruturais" das altas taxas de juros e inflação e um amplo déficit em conta corrente.

"Com o poder que nos foi concedido pelo novo sistema presidencial, estaremos obtendo resultados mais rápidos e mais fortes", disse ele quando novos membros do parlamento começaram a fazer seu juramento de posse.

Erdogan visitará dois aliados tradicionais nesta semana - Azerbaijão e Chipre, localizado ao norte da Turquia. Ele também participará da próxima cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Bruxelas, de 11 a 12 de julho, onde se encontrará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros líderes. 

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