Medo do desemprego no Brasil chega a seu maior nível desde 1996

2018-07-11 12:50:04丨portuguese.xinhuanet.com

Rio de Janeiro, 10 jul (Xinhua) -- O medo do desemprego entre a população brasileira se situou em junho em seu maior nível desde 1996, quando começou a ser medido, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que deixa claro o temor que o alto índice atual de desemprego acabe afetando as pessoas.

O Índice do Medo do Desempego subiu em junho para 67,9 pontos, 4,2 pontos a mais que em março, alcançando o maior nível histórico, registrado em maio de 1999 e em junho de 1916, quando atingiu a mesma pontuação.

Segundo a CNI, o atual índice de medo do desemprego é 18,3 pontos superior à média histórica de 49,16 pontos. A pontuação vai de 0 a 100 e quanto mais elevada, maior é o medo do desemprego, informou a CNI.

"O medo do desemprego voltou a seu maior nível, alcançado durante a crise econômica porque a recuperação da economia é muito lenta e as pessoas ainda não sentem a queda da inflação e a melhora no nível de emprego", explicou o gerente da CNI, Renato Fonseca.

Segundo o relatório, o medo de ficar sem emprego é maior entre os homens e as pessoas com menor grau de instrução. Enquanto para as pessoas que estudaram até o quarto ano do ensino fundamental o nível é de 72,4 pontos, entre os que têm formação superior está em 60,5 pontos.

O medo também é maior entre as pessoas que vivem na periferia das grandes cidades (73,9 pontos) e entre os habitantes do nordeste do país (74,1 pontos), a região mais pobre do país.

A CNI entrevistou 2 mil pessoas de 128 municípios brasileiros entre 21 e 24 de junho.

O desemprego subiu no Brasil entre 2015 e 2016 devido à crise econômica vivida pelo país, que provocou a eliminação de milhares de postos de trabalho. O recorde foi em abril de 2017, quando chegou a 14,2 milhões de pessoas, equivalente a 13,7% da população economicamente ativa.

Segundo os dados mais recentes do governo, o desemprego baixou para 12,7% no trimestre finalizado em maio deste ano, o que representa 13,2 milhões de pessoas sem trabalho.

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