Itália não permitirá que navio da Lifeline com 234 migrantes a bordo atraque, diz ministro

2018-06-26 15:39:52丨portuguese.xinhuanet.com

Roma, 25 jun (Xinhua) -- A Itália não permitirá que a embarcação salva-vidas migrante Lifeline atraque em seus portos, confirmou o ministro do interior do país nesta segunda-feira.

O navio ficou retido em Malta por dias com mais de 230 pessoas a bordo. Já havia sido negada a permissão para atracar pelas autoridades maltesas e italianas na semana passada, depois de realizar sua mais recente missão de resgate.

"O Lifeline não será recebido em um porto italiano", disse à agência de notícias Ansa, o ministro do Interior italiano e vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, em uma conferência de imprensa.

"A embarcação é ilegal (em suas atividades de resgate), e deve ser posta em risco", afirmou Salvini , acrescentando que "não vejo razão para atracar na Itália, já que não tem nada a ver com o nosso país".

O navio, operado pela ONG alemã Mission Lifeline, está à espera de um "porto seguro" na Europa desde a última quinta-feira, depois de resgatar 234 pessoas nas águas entre a Líbia e a ilha italiana de Lampedusa.

De acordo com Salvini, a tripulação da Lifeline desconsiderou as ordens lançadas pela guarda costeira italiana para permitir a intervenção da guarda costeira da Líbia e salvar os migrantes ameaçados de afogamento.

Após a primeira rejeição pela Itália e Malta, o navio da ONG alemã pediu permissão à França e à Espanha para atracar, mas o agravamento das condições climáticas no Mediterrâneo central atualmente impede a implementação de tais soluções, segundo relatos.

"Não pode ser amanhã, ou depois do amanhã por causa do mau tempo, apesar de estarmos deixando esta opção (ir até a França) em aberto," a Ansa citou o co-fundador ONG Axel Steier através de relatos.

"Nosso problema é que temos 234 pessoas a bordo de um barco de 30 metros de comprimento, estamos perto de um país desenvolvido e a Europa está apenas observando essas pessoas à medida que elas perdem força", disse Steier.

A equipe de ONGs da Lifeline também foi muito crítica em relação ao ministro do Interior linha-dura da Itália e o convidou a visitar os migrantes resgatados a bordo.

"Caro Matteo Salvini, não temos carne a bordo, mas sim pessoas", escreveu a ONG no Facebook.

"Nós cordialmente convidamos você a se convencer de que são as pessoas que salvamos do afogamento", escreveu a ONG.

Nas últimas semanas, o novo governo da Itália negou a permissão de outros navios de resgate para entrar nos portos italianos e desembarcar migrantes e refugiados resgatados, no contexto de uma repressão anunciada à imigração irregular.

Um navio de carga dinamarquês com mais de 100 migrantes resgatados estava atualmente fora das costas do sul da Itália desde sexta-feira, esperando por uma decisão das autoridades italianas sobre a oferta de um porto seguro.

Anteriormente, o navio Aquarius com 629 migrantes a bordo foi recebido.

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