AGNU adota resolução sobre proteção de civis palestinos

2018-06-14 16:54:19丨portuguese.xinhuanet.com

Organização das Nações Unidas, 13 jun (Xinhua) -- A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, nesta quarta-feira, uma resolução pedindo proteção aos civis palestinos, depois de rejeitar a exigência dos EUA de condenar os ataques a Israel pelo Hamas.

A resolução apoiada pelos árabes foi aprovada em uma votação de 120 a 8 com 45 abstenções.

Ela reitera a necessidade de tomar medidas "para garantir a segurança e o bem-estar dos civis e garantir sua proteção, bem como para garantir a responsabilidade por todas as violações", no contexto da recente escalada do conflito entre os palestinos e Israel.

Além disso, o texto deplora "o uso de qualquer força excessiva, desproporcional e indiscriminada pelas forças israelenses contra civis palestinos".

Inicialmente patrocinada pela Argélia, Turquia e Palestina, a resolução obteve patrocínio de mais países anunciados pouco antes de sua votação.

A resolução da Assembleia Geral expressa forte vontade política da comunidade internacional, embora, ao contrário de uma resolução do Conselho de Segurança, não seja juridicamente vinculativa.

Antes da votação, a Assembleia Geral votou na emenda esboçada pelos EUA com o objetivo de condenar os governantes do Hamas em Gaza, que obteve uma maioria simples, mas ficou aquém dos dois terços dos votos necessários para sua aprovação.

A emenda condena o Hamas por "atirar repetidamente foguetes contra Israel" e "incitar a violência ao longo da fronteira, colocando em risco os civis".

Argumentando sobre a emenda, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que a resolução é "unilateral" e considera o Hamas "completamente inexplicável", por culpar Israel por tudo.

A fronteira entre Gaza e Israel viu uma escalada de violência depois que os palestinos fizeram os protestos da "Grande Marcha de Retorno" no final de março. A campanha, que durou até meados de maio, exigiu o direito dos refugiados palestinos de voltar para casa.

Riyad Mansour, o observador permanente palestino da ONU, disse perante a Assembleia Geral que 129 manifestantes palestinos foram mortos, incluindo 16 crianças, e 13.000 mais feridos em confrontos com forças israelenses.

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